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livros e fados
rosas
innersmile
Gostei muito de ter ido ontem à noite à Fábrica Braço de Prata, em Lisboa. Ok, o facto de ter uma livraria enorme é logo mais de meia razão para eu passar um tempo divertido, tanto mais que é a sucessora de duas livrarias no Bairro Alto, que eu frequentei muito, a Ler Devagar, onde comprei muitos livros de fundo de catálogo, e a Eterno Retorno, onde não comprava livros (a filosofia nunca foi o meu forte) mas ia tomar chá nuns belos cadeirões de verga que lá havia. Outros tempos, em que eu era frequentador, não propriamente habitué, mas de qualquer maneira com alguma assiduidade, dessa zona de Lisboa que vai do Principe Real (ou mesmo de mais cá acima, do Rato) até ao Chiado. Tenho saudades, é claro, desse tempo e dos meus companheiros da altura.

Para além dos livros, a Fábrica de Braço de Prata tem sempre muitos concertos a acontecer em simultâneo. Ontem à noite, para além das espreitadelas, segui com atenção um concerto da Marta Plantier e do Luís Barrigas, num jazz muito free. Não conhecia o pianista Luís Barrigas e gostei muito, fiquei com vontade de conhecer mais e melhor.

Mas, para mim pelo menos, o supremo da noite foi mesmo uma sessão de fados com dois dos irmãos Moutinho, o Hélder (o anfitrião destas noites de Sábado) e o Pedro, e mais uma fadista que não sei quem é. É muito emocionante ouvir assim o fado, em ambiente intimista, sem amplificação, e tive pena de não ter ficado para a segunda parte. Mas fiquei com muita vontade de regressar, aos fados e à Fábrica, e à livraria.

Ah, e ainda por cima uma noite em conta. Para além dos cinco euros da entrada, paguei mais três por um livro, e cinco por um gin tonic e por um chá verde (à atenção do barman: menti-te, só o chá é que era para mim).
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