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vakyrie
rosas
innersmile
Diverti-me muito a ver Valkyrie, o filme de Bryan Singer que procede à reconstituição daquela que foi a última tentativa de assassinato de Adolf Hitler, condição obrigatória para dar o golpe de estado que terminasse com a tenebrosa aventura da Alemanha Nazi. O filme, como seria de esperar, não levanta muito acima do convencional, mas acho que consegue um tom adequado para tratar esta história, concentando-se essencialmente na preparação e na operacionalização do atentado, condimentado q.b. com as motivações políticas que lhe estiveram na origem. Mas tratando-se de cinema comercial também não se podia exigir uma contextualização mais rigorosa das circunstâncias em que o atentado surgiu. Mas como disse, mesmo assim está bem, o filme tem um bom clima de filme de guerra, é rigoroso na reconstituição histórica, revela sentido estético nessa reconstituição, sem todavia ulrapassar para o exagero do fascínio militarista, concentra a sua atenção num personagem, dando-lhe o inevitável estofo heróico. Em suma, um bom filme, ou pelo menos razoável, sobre um tema fascinante, e que tem o mérito, pelo menos, de despertar a atenção para esse tema.

Uma nota para o Tom Cruise que recentemente anda nas bocas do mundo pelas razões mais patetas,e que neste filme tem um personagem à sua medida, talhado para ele e para o seu acting. Confesso que tenho um fraquinho pelo TC (afinal de contas, ele é da minha idade, crescemos juntos e tal) e é sempre um regalo vê-lo a encher tão bem um papel. E depois aquele cabelinho às ondas a dar o toque de aristocracia europeia fica-lhe lindamente...
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