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sontag e miranda
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«What, I ask, drives me to disorder? How can I diagnose myself? All I feel, most immediately, is the most anguished need for physical love and mental companionship – I am very young, and perhaps the disturbing aspect of my sexual ambitions will be outgrown – frankly, I don’t care. My need is so overwhelming and time, in my obsession, so short -»

Quando escreveu isto, no dia de Natal de 1948, Susan Sontag tinha quinze anos. O 'disturbing aspect' da sua ambição sexual era a pulsão homossexual que sentia, e que constitui um dos temas preponderantes de Reborn, a primeira edição do conjunto dos seus diários, e que abarca os anos da juventude, entre 1947 e 1964 (SS nasceu em 1933). David Rieff, o filho de Sontag, editou os diários e assina um prefácio notável, em que dá testemunho de todas as dúvidas e até do desconforto que sentiu, ao ver exposta uma parte da vida, íntima, que a sua mãe sempre preservou (ao ponto de, embora nunca a negando, SS ter sempre optado por não falar em público da sua homossexualidade). A leitura do livro promete ser uma aventura.

Na revista Pública, a capa e um extenso artigo dedicam-se a Carmen Miranda, de cujo aniversário se assinala amanhã um século. Desta vez cheguei antecipadamente às comemorações: parte significativa do final do Verão e do Outono passado, andei entretido com a pequena notável. O artigo na Pública segue de perto a biografia de Ruy Castro, e por isso não me trouxe novidades. Agora trágico trágico é a Cinemateca organizar um mini festival Carmen Miranda, com a exibição de muitos dos seus filmes e, claro, na província neva!, como dizia o outro.

Carmen Miranda e Susan Sontag. A América, numa tarde de Domingo.