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transa atlântica
rosas
innersmile

Despertou-me a curiosidade para Transa Atlântica, de Mónica Marques, uma crítica que Eduardo Pitta publicou no Ipsilon (e no seu blog). Além de que precisava de cortar um bocado com o livro de Obama, que é um bocado pesado.
Basicamente o livro de Mónica Marques (que mantém o blog SushiLeblon) é uma narrativa fragmentada que segue os amores e desamores de uma mulher entre os 30 e os 40, portuguesa a viver no Rio de Janeiro. Um dos aspectos interessantes do livro é situar-se ali naquela zona em que não conseguimos distinguir muito bem o que é que é pura narrativa ficcional, e o que resulta de uma escrita mais pessoal, de tipo diarístico. O resultado prejudica a inteligibilidade e a clareza da narrativa amorosa, mas ganha em vivacidade e actualidade, e há páginas que explodem de vida e energia.
Num livro que trata de affaires amorosos intercontinentais, o mais intenso deles todos, e que é a verdadeira seiva da obra, é pela própria cidade do Rio de Janeiro. De algum modo, mesmo os que conhecemos mal o Rio, ou os que não conhecem de todo, acreditamos nas descrições (se bem que 'descrição' não seja exactamente o termo) de Mónica Marques, e percebemos essa espécie de furor, a que não faltam os odores do perigo e da aventura, que perpassa nestas páginas.