November 7th, 2008

rosas

fui à vida

escrevi-te dois ou três poemas de ódio (depois de já te ter escrito não me lembro quantos poemas de amor) e depois deixei-te parado, fui à vida, como quem arranca sem pressas quando muda a luz do semáforo. hoje ainda sinto ternura por ti. mas ficas já a saber que não tornarei a percorrer a via sacra da exaustão, apenas porque o meu modo de me perder era ver-te feliz. gosto de ti, sim, mas apenas enquanto estás, imóvel, parado, nesse lugar distante.