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lambada
rosas
innersmile
Não tenho muito mais a acrescentar ao que já escrevi aqui há dias sobre o PS e a salganhada em que se meteu a propósito do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, e que culminou com o chumbo, hoje, no parlamento, de duas propostas de lei que visavam a alteração do código civil para consagrar essa possibilidade.
A não ser que o PS perdeu uma oportunidade história de fazer uma coisa bem feita e que fazia todo o sentido, contribuindo para a modernização da mentalidade nacional, e fazendo, na mesma passada, a felicidade de um grupo de cidadãos que, sendo uma minoria e das pouco significativas, em todo o caso tem algum peso político e económico. Isto para já não falar em dignidade e cidadania.
E a verdade é que estou mais zangado com a perda dessa oportunidade histórica do que pensei que viesse a estar. Não faço profissões de fé, de nunca mais votar no PS, porque uma coisa são os meus sentimentos e as minhas emoções, e até as minhas circunstâncias, e outra diferente é aquilo que, racionalmente, eu vou achar que é melhor ou faz mais sentido quando tiver que votar de novo. A política, e a participação nela dos cidadãos, não é uma questão apaixonada, tipo clube de futebol. Vota-se naquilo que nos parece melhor, que faz mais sentido.
Mas lá que estou zangado, estou. O que me apetecia era mesmo apanhar o Socras a jeito, segurá-lo pelos colarinhos, e espetar-lhe dois tabefes. Com coisas sérias não se brinca, ó palerma. E a vida das pessoas, a sua felicidade, o seu quotidiano, a sua vidinha, a sua casinha, o seu casamentosinho, esse tipo de coisas, são as coisas mais sérias que há.
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