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sweet and sour
rosas
innersmile
Notes to self:
1 - não preciso de tornar a ver outro concerto da Madonna
2 - não volto a ir a um concerto no parque da Bela Vista. Ever. Jamais.
3 - vou evitar, tanto quanto possível, ir a concertos promovidos pela empresa que organizou este.


Acho que foi mesmo, em termos de organização, o pior concerto a que fui. A tal ponto que ponderei muitas vezes, e seriamente, virar costas e pirar-me. E, pior, nunca deixei de me sentir um tolo por estar ali, a sofrer e a aguentar com a falta de condições mínimas para acolher, de forma segura e minimamente confortável, aquela multidão imensa.
Acho que a ganância tem limites. Mais não seja, o da decência.

Quanto ao concerto em si, pareceu-me (que até o som, com tanta ventania, chegava em deficientes condições lá ao fundo, onde eu estava), do ponto de vista estritamente musical e de show business, melhor do que o que vi, aqui há atrasado (ok, em Setembro de 2004), no Pavilhão Atlântico. Pode não se gostar de tudo o que a Madonna faz (e eu gosto de quase tudo) mas a verdade é que tudo o que ela faz, faz bem feito, com um nível de qualidade fora de vulgar, sem falhas, já não digo em termos de preparação, porque seriam inadmissíveis ao nível em que ela movimenta em termos de produção, mas sobretudo em termos de opções. Tudo bate certo, tudo faz sentido, uma vez que entra no sistema de produção da máquina-madonna. E o que é invulgar é que seja ela própria, herself, a tomar sempre conta das operações, a ter controlo artistico de tudo, há vinte e tal anos.
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