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porto seguro, 2008 / 6 (fim)
graças
innersmile
30 de Agosto
Já de regresso a casa.
Ontem, sexta-feira, mais uma manhã de praia. Atravessámos a balsa para o Arraial d'Ajuda e fomos para a Praia da Pitinga (Barraca Maré, logo a primeira).
Depois de almoço arrancámos para Caraíva, a sul, distante uns cinquenta ou sessenta quilómetros, a maior parte deles feitos em estradas de terra batida. Infelizmente a viagem demorou muito tempo e chegámos a Nova Caraíva já ao cair da noite (ok, começa a anoitecer às cinco, e meia hora depois é quase noite cerrada) e já não fazia sentido apanhar a balsa para o outro lado, para a aldeia propriamente dita. Ainda avistámos, ao longe, o monte Pascoal que terá sido a primeira porção de terra brasileira avistada pelo Cabral (e que deve o seu nome precisamente ao facto de 22 de Abril, de 1500, ser Domingo de Páscoa).
Voltámos para trás, e o passeio valeu sobretudo por ter sido feito mesmo pelo mato, ou melhor pelo meio da mata, atravessando lugarejos remotos onde não ainda não chegou o asfalto, mas onde já chegam os ónibus e os caminhões enormes que nos bloqueavam a estrada, e ladeando fazendas vastíssimas (vimos uma com 55 hectares que estava à venda), algumas a servirem de pasto de manadas de cavalos ou de rebanhos imensos de gado bovino.
Apesar da extensão ter sido curta, foi uma inesquecível incursão pelo interior da mata atlântica, e que me fez regressar um pouco à memória de alguns dos lugares da infância.

Hoje fomos novamente à praia, junto à cabana Malibu, para mais um mergulho e uma água de côco gelada. Depois uma ronda pelo centro da cidade para comprar uns souvenirs. Eu aproveitei uma aberta para escapar por um bocadinho, e andar a passear sozinho pelo centro da cidade. Nestas viagens em grupos de amigos, a única coisa de que sinto mesmo a falta é de fazer assim umas fugas para poder disfrutar sozinho dos lugares, que é a minha maneira preferida de lhes sentir o cheiro e a pulsação.







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