September 12th, 2008

graças

porto seguro, 2008 / 5

28 de Agosto
Todo o dia na praia, na orla a norte de Porto Seguro. Cabana Malibu.
O dia começou com o aluguer dos carros. Tinhamos prometidos dois automóveis, de uma empresa do gerente do hotel, mas ontem à noite avisaram-nos de que os carros não tinham sido 'liberados'. A recepcionista do hotel pôs-nos em contacto com um tipo de uma agência de rent-a-car que já queria vir cá entregar um carro mesmo ontem à noite, mas adiámos para hoje. Sempre que lhe perguntámos o preço ele respondeu 'fica tranquilo'.
Apareceu hoje de manhã à hora combinada. O negócio foi um bocado desastroso, pagámos bastante mais do que pagaríamos pelos outros carros, mas foi muito divertido. Durante a conversa eu perguntei-lhe que documentos é que tinhamos de mostrar se a polícia mandasse parar e ele, naturalmente, respondeu 'fica tranquilo'. Quando entrámos para o carro, para ir à agência buscar o outro automóvel, descobrimos que ele afinal tinha uma carteira de identificação policial, daquelas com crachá, em cima do porta-luvas!

A praia esteve magnífica. Um sol radioso, a água deliciosa. E isto no inverno. A vantagem de estarmos na estação baixa é que há pouca gente, é tudo muito tranquilo, não há filas nem confusões.

Depois da praia fomos à Coroa Vermelha, uma praia onde está instalada uma grande comunidade dos índios pataxós. Enquanto na reserva da Juqueira se tentava preservar o estilo de vida natural dos índios, e talvez por isso a coisa me soou um pouco artificial, aqui a realidade era bem mais a cores: pobreza, uma certa degradação, comércio para turistas de fraca qualidade.
A importância histórica de Coroa Vermelha provém de ter sido o local onde foi celebrada a primeira missa católica no Brasil, em 26 de Abril de 1500, quatro dias depois do achamento, que foi em 22). Da estrada principal caminha-se por um passeio pedonal largo e comprido, coberto com calçada portuguesa, que desemboca numa praça aberta e redonda, separada do mar apenas por uma fita de areia e uma fileira de coqueiros. No meios da praça há um monumento, uma cruz, é claro, evocativo dessa primeira missa, e que foi inaugurado em 200, por ocasião dos 500 anos do achamento do Brasil, pelos então presidentes dos dois países, Fernando Henrique Cardoso e Jorge Sampaio.