August 14th, 2008

rosas

de prancha na mão

Agora que os corifeus da verdade televisiva andam a descobrir que tudo na cerimónia de abertura dos jogos olímpicos foi falso (do artifício do fogo do dito à canora criança desdentada passando pelos painéis avariados do windows), rezo a todos os santinhos para que também não se venha a apurar que afinal a dupla canadiana no concurso de saltos sincronizados em prancha de três metros também é digitalmente manipulada. Sim, porque o Alexandre Despatie (uma paixão antiga, que já vem desde 2004, em Atenas, onde fomos tão felizes) e o Arturo Miranda são demasiado bons para serem verdade. Ó deuses do Olimpo, que visão estonteante! Não passaram do 5º lugar mas por mim levavam o ouro, a prata, os outros metais preciosos todos, os anéis e os dedos. Tudo.
Por outro lado, poder-se-iam escrever várias teses de doutoramento a propósito das pernas do Kai Qin, da dupla chinesa que ganhou a competição.
E assim vai o mundo das olimpíadas.