June 14th, 2008

rosas

maria joão e a always drinking marching band

Ontem à noite fui a Cantanhede, ao festival de Dixieland, sobretudo com o fito de assistir a um concerto de uma banda de dixie espanhola, os Always Drinking Marching Band com a special guest star Maria João. Podia ter sido um excelente concerto se não fosse o som a tenda ser horripilante e o pessoal não para um segundinho sequer de falar. Aliás o único momento em que se calaram foi no fim do concerto para pedir um encore. Mal os músicos regressaram ao palco voltou tudo às conversas habituais.
Apesar de tudo, é sempre muito interessante assistir a este tipo de reuniões artísticas, porque se percebe melhor a matéria de que é feito o acto de produzir música ao vivo (João e os músicos da banda conheceram-se ontem mesmo durante os ensaios), as fórmulas a que os músicos recorrem para se sentirem seguros, o modo como criam espaços de inter-relação e como, concerteza com muito saber, talento e experiência, conseguem fazer a música crescer e tornar-se uma festa e uma celebração. E é nisto que o jazz é a forma de fazer música ao vivo por excelência.
Para além de estar ravissante como sempre, foi uma (rara) oportunidade de ver a Maria João cantar standards populares como My Baby Just Cares for Me, Mack the Knife ou They Can’t Take That Away From Me.

E foi ainda oportunidade de ouvir e ver a Maria João cantar uma canção lindíssima composta pelo Charles Chaplin, que já teve dezenas de versões, sendo as mais conhecidas as de Nat King Cole (era um dos seus clássicos) ou da gay diva Barbra Streisand (porque é que La Streisand é tão pouco conhecida e apreciada em Portugal, nomeadamente pela rapaziada mais alegre?) À procura no youtube de versões da canção descobri que ela também teve uma versão do Michael Jackson, incluída no seu álbum HIStory, de 1995, e da qual aqui fica um clip para fazer sorrir.



«Smile, though your heart is aching
Smile, even though it's breaking
When there are clouds in the sky
You'll get by...

If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll find that life is still worthwhile
If you just...

Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying
You'll find that life is still worthwhile
If you just...

Smile, though your heart is aching
Smile, even though it's breaking
When there are clouds in the sky
You'll get by...

If you smile
Through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll find that life is still worthwhile
If you just smile...

That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying
You'll find that life is still worthwhile
If you just smile»


(A música, como referi, é de Charlie Chaplin e foi feita para o filme Modern Times; a letra é da dupla John Turner e Geoffrey Parsons)


Para além do concerto de Maria João assisiti igualmente a cerca de meia-hora de concerto de outra das bandas da noite, os portugueses Desbundixie, que achei excelente, com um som perfeito e aquela riqueza de melodias e variações das marchas da música dixie. Infelizmente às tantas a luz da sala foi abaixo e eu reitei-me para a rullotte dos churros.