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revista ler
rosas
innersmile
Foi retomada a edição da revista Ler, Livros e Leitores, agora mensal, com a edição do número 69 (esse 'curioso número', na ela sim curiosa expressão do igualmente assaz curioso Mota Amaral). Escrevi aqui do enorme desgosto que senti quando a publicação da revista foi suspensa, há pouco mais de 2 anos, e por isso estou naturalmente contente. Claro que não é a mesma revista, tem um tom mais de magazine, o grafismo, sendo bonito, é mais leve (mas menos fascinante) do que o da antiga revista, alargou o espaço da crónica e o leque de cronistas. A antiga ler estava mais a meio caminho entre o magazine e as chamadas revistas literárias, esta nova aposta claramente na informação e no entretenimento.
Mas gostei muito, apesar de apenas ainda a ter folheado e lido um ou outro artigo. Tenho pena que o Eduardo Pitta tenha deixado de fazer a recensão das edições de poesia, e também de que a crónica do Onésimo Teotónio Pereira tenha diminuído de tamanho (mas não de humor).
Tenho com a ler uma relação muito afectiva. É das poucas publicações (e seguramente a única das mais recentes) que faço colecção, ou seja de que guardo todos os exemplares. Para além de ter aprendido muito a lê-la, proporcionou-me revelações deslumbrantes, e que foram importantes na minha vida, ou pelo menos no meu gosto pela leitura e na minha relação com os livros. Estou a lembrar-me, por exemplo, de uma entrevista que Francisco José Viegas, o actual director, fez com o Rui Knopfli.
Os meus votos para esta nova Ler é que dure tanto quanto a outra durou. E que me dê tanto quanto a outra me deu, já agora.
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