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vietname 08.8
rosas
innersmile
29.3.08

Logo de manhã uma visita à estação central dos correios, da autoria de Gustavo Eiffel, um edifício lindíssimo, que nos faz sonhar com romances de aventuras do século XIX.

Depois fomos para a zona do delta do Mekong. Outro cenário da guerra, mas que neste passeio foi bem mais pacífico e agradável. Atravessámos uma parte do delta, percorremos de carroça um caminha numa das ilhas, vimos fabricar caramelo de coco, provámos doces e frutas da região, e ainda tivemos direito a um passeio de canoa por um dos braços do rio, o mais perto que eu estive da sensação de estar embrenhado no meio da selva. Bebi um chá com mel delicioso.

Há zonas do delta onde não há ligação rodoviária, e por isso o tráfego fluvial é intenso. Tudo se transporta através de todo o tipo de embarcações, desde os ferrys que levavam autocarros de turismo, a todo o tipo de embarcações de trabalho.

Não sei se tornarei a escrever neste caderno. Amanhã cedo vamos para Bangkok, onde passamos a tarde e jantamos, é à noite embarcamos para Amesterdão.
Adorei a viagem. A Ásia, o Vietname.
Gostei imenso de ter visitado um país onde ainda há tantas marcas de um regime comunista puro e duro, daqueles que ajudaram a formatar o mundo tal como ele era quando o conheci. E gostei deste contraste de Ho Chi Minh City, que hoje é uma das grandes metrópoles do Sudeste Asiático, como outras que eu conheci, Kuala Lumpur ou Singapura. Aliás, 10 ou 15 anos depois do início da liberalização económica, é evidente que esta cidade volta a ser mais Saigão do que propriamente uma cidade cujo nome celebra o pai da pátria comunista. O que não deixa de ser uma ironia cruel e divertida.
Adorei as pessoas, que são bonitas, pequenas e ágeis. Adorei as mulheres, sempre com um ar muito trabalhador, mas elegante. E, de um modo geral, as pessoas são simpáticas, mesmo quando em princípio a única coisa que parecem pretender é uma qualquer transacção que lhes proporcione algum ganho. Dólares, em suma.
E fiquei fascinado com algumas das paisagens que conheci, nomeadamente com a baía de Halong, que deve ser dos lugares mais bonitos que eu vi.
Gostei muito de ter contactado de perto com um país que foi palco de uma das guerras mais sanguinárias e mortíferas do meu tempo, verdadeiro inferno de loucura, e que se tornou numa referência política e cultural para algumas gerações de pessoas, no mundo inteiro. E olhar de perto as cicatrizes ajuda-nos sempre a perceber melhor a loucura e o horror das feridas.

Depois do jantar, regressámos ao hotel e fomos a um dos bares para beber o copo da despedida. Decidi provar o cocktail da casa, chamado Lady of Saigon, com base de vodka e sumos de diversas frutas. Da sua composição à cor e à frescura do sabor, este cocktail pode bem ser o símbolo desta viagem a um país inesquecível.







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