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i could have danced all night
rosas
innersmile
E pronto, vamos lá a uma entrada intimista (sort of) daquelas que já não há na blogosfera em geral, nem no livejournal em particular. Houve um tempo em que os blogs eram dominados por adolescentes em estado de suspiro, ora de crescimento, ora de angústia, o que é, basicamente, uma redundância. Infelizmente, e como tudo na vida, também isso se perdeu e hoje os blogs foram tomados de assalto por pessoas que só têm coisas inteligentes a dizer. Que saudades do tempo em que no livejournal os meus amiguinhos tinham dezoito aninhos e davam cabo das mãozinhas a enxugar as lágrimas. Hoje são jovens licenciados, engenheiros e cientistas sociais, com namoros estáveis e preocupações ecológicas, que escrevem sobre temas importantes.

De volta ao post pseudo-intimista! Foi ontem, depois de tirar o ticket da máquina e quando acelerava na faixa de entrada para a auto-estrada para ganhar velocidade, que tomei consciência de que sempre que estou apaixonado (a expressão correcta em inglês é infatuated, mas não consigo traduzir satisfatoriamente) me ponho a cantar o famoso tema escrito por Frederick Loewe e Alan Jay Lerner para o musical My Fair Lady, I Could Have Danced All Night.
Ainda tentei pôr a tocar o cd da Duffy, sintonizei a estação de rádio M80 para fazer um bocadinho de sing-a-long, mas nada, o meu cérebro (ou o meu coração? adiante…) estava em modo repeat, encalhado nos versos «I only know when he began to dance with me, I could have danced, danced, danced all night». E o facto é que nem chegámos a dançar…

Quando cheguei a casa pus-me à procura da canção no youtube e, claro, encontrei centenas de versões. Estas que se seguem são as que me parecem as mais interessantes.
Para vossa comodidade, fica aqui à vista a minha versão preferida, que é obviamente a do filme de George Cuckor com a Audrey Hepburn no papel da Eliza Doolittle, apesar da voz ser da Marni Nixon, uma das cantoras de substituição de serviço nos musicais dos anos 60.
Depois seguem-se mais dez versões. A primeira pela voz original de Eliza, a Julie Andrews, que criou a personagem no musical da Broadway. Depois seguem-se 4 versões do bloco das sopranos: Angela Gheorguiu, Birgit Nilsson, Kiri Te Kanawa e Audra McDonald. A seguir uma versão fantástica da Josephine Baker (deus abençoe o youtube) e outra da Shirley Bassey (se eu tivesse o corpo e o talento para isso, havia de ir ao Finalmente fazer um boneco da La Bassey). Finalmente 3 versões da rapaziada: o Frank Sinatra e o Nat King Cole, ambos com imagens editadas, e uma versão ao vivo do menino inglês do jazz Jamie Cullum, que gravou a canção no seu primeiro cd.
Para que possam também cantar a canção da próxima vez que estiverem inebriados com os fumos da paixão, ainda fica aí a letra para o karaoke.

«I could have danced all night!
I could have danced all night!
And still have begged for more.
I could have spread my wings
And done a thousand things I've never done before.
I'll never know what made it so exciting;
Why all at once my heart took flight.
I only know when he began to dance with me
I could have danced, danced, danced all night!»




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