April 7th, 2008

rosas

michael clayton + the other boleyn girl

Michael Clayton retoma a tradição de uma certa parte de Hollywood de fazer filmes com conteúdo político, de pendor liberal. Estes filmes chegaram a criar escola, sobretudo a partir dos anos 70, e a eles sempre esteve ligado o nome de Sidney Pollack, que participa em MC como produtor e como actor. Significativamente este tipo de filmes aparece com mais frequência em fases, como a actual, de predomínio republicano e conservador.
MC organiza-se como um thriller, passado em ambiente de firmas de advogados, e tem como personagem principal um dos advogados da empresa, uma espécie de faz-tudo que assegura a ligação com os aspectos menos polidos da profissão, que tenta perceber o que se está a passar com um colega que tinha a seu cargo a defesa de uma empresa alimentar e que, de um momento para o outro, parece ter perdido o juízo.
Do ponto de vista narrativo, o filme vai dispondo as peças a pouco e pouco, o que aumenta o interesse e a curiosidade de quem vê. George Clooney, que também produz, tem aqui mais uma das suas seguras interpretações, mas os louros do casting têm de ir para os trabalhos excepcionais de Tom Wilkinson e da Tilda Swinton (que ganhou um Oscar).

Vi também The Other Boleyn Girl, a adpatação de um romance histórico que foi best seller, e que conta a história das relações entre as irmãs Bolena, Maria e Ana, com o rei Henrique VIII. Claro que não se espera de um filme destes acuidade histórica, e o seu perigo pode mesmo ser o de passar por facto aquilo que na realidade não é mais do que peripécia ficcional. Mas tirando isso, o filme é um bom divertimento, que tem a característica de ser um dos mais belos filmes em exibição, ou não tivesse as duas mais belas actrizes de cinema do momento, a Scarlett Johannson e a Natalie Portman. E com a vantagem ainda de ter o Eric Bana, rapaz por quem, confesso, de bom grado perderia a cabeça.