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Na segunda-feira, durante a longa escala no aeroporto de Amesterdão, comprei o Rockferry, o cd de estreia da cantora galesa Duffy. Tinha ouvido algumas canções dela no youtube, nomeadamente clips de actuações no programa do Jools Holland, e fiquei totalmente 'apanhado' pela canção Mercy, que é uma daquelas canções pop que aparecem de vez em quando e que são absolutamente perfeitas.
Em Inglaterra as opiniões dividem-se, entre quem acha que ela é a digna sucessora da grande Dusty Springfield (Dusty/Duffy, estão a ver?), e aqueles que acham que ela é um subproduto dos estúdios para cavalgar a onda Amy Winehouse.
A verdade é que desde que cheguei ainda não parei de ouvir o cd, um conjunto de belas canções, com bom balanço, muito groove, arranjos excitantes, e a voz da Duffy que é mesmo muito boa. O ponto negativo para mim são as letras, que podiam ser um pouco mais elaboradas e interessantes.


Quanto a livros, e aproveitando a interminável viagem para o Vietname, li Hynianbaan, uma novela burlesca escrita pelo João Paulo Borges Coelho, um dos meus escritores moçambicanos preferidos. O livro relata a história da viagem para férias de uma família sul-africana através do sul de Moçambique (dirigem-se, como o título deixa adivinhar, para Inhambane) e que, mercê de peripécias próprias da vida e da maneira de ser moçambicanas, se vê obrigada a passar umas horas de estranho e íntimo convívio com um os habitantes de uma aldeia. O livro não é muito ambicioso, mas peca, acho eu, por ter o seu programa muito à vista, sem grandes subtilezas. Apesar disso trata-se de um livro muito divertido e que confirma a capacidade de JPBC de captar, com uma ironia muito terna e colorida, algumas das características do povo e da maneira de viver em Moçambique.

Ainda nas férias comecei a ler Desmedida – Luanda, São Paulo, São Francisco e volta. Crónicas do Brasil, do angolano Ruy Duarte de Carvalho, em edição da colecção de livros de bolso Biblioteca de Editores Independentes. Trata-se de uma obra muito ambiciosa, que mistura géneros e estilos literários, focando diversos temas, ora com um sentido aglutinador ora de forma mais dispersiva, e que, tocando aspectos relacionados com a história e a cultura, particularmente a literatura, brasileiras relacionadas com o rio São Francisco, pretende reflectir a realidade, e a identidade, de Angola.

Como leitura complementar do livro de Ruy Duarte de Carvalho, já que nele é autor citado e 'acompanhado', li ainda as Folhas de Viagem, de Blaise Cendrars.


edit: o clip oficial de Mercy, da Duffy, está neste link, e aqui está o clip da actuação no programa do Jools Holland. Depois não se queixem se ficarem completamente contaminados pela soul incendiária. Ah-ha, e aqui uma versão acústica e reduzida quase ao osso, a provar que a canção é mesmo boa e que a moça a cantar é um caso sério.
Este edit está a crescer de forma duffyana.