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michael borremans+andré fernandes e morrissey
rosas
innersmile
Fui ao Centro de Artes Visuais ver uma exposição de Michael Borremans. Há que tempos não ia ao CAV. A exposição é óptima, organizada sobretudo em volta dos filmes de Borremans, e que inclui também trabalhos de pintura (óleo sobre madeira) e desenho. Há uma certa transparência nestes trabalhos de MB, que tem um lado muito figurativo, mas como que pretende retirar espessura e significado a essa figuração. O resultado é uma mistura de simplicidade, beleza e melancolia, como se os quadros falassem de qualquer coisa que nos é essencial mas de que nos esquecemos.



Comprei hoje um cd do Morrissey, o Bona Drag, de 1990 (saldos, é claro), e é o que tenho estado a ouvir toda a tarde. Quando me ponho a ouvir o Morrissey fico sempre tão feliz, uma sensação feliz de ausência, como se fizesse sentido um tipo sentir-se feliz porque lhe falta um bocado.

Entretanto nas últimas semanas tenho ouvido muito, em casa, um cd do guitarrista de jazz português André Fernandes, Cubo. Participam ainda no disco o Mário Laginha, Nelson Cascais e Alexandre Frazão. Mais uma prova de que nem tudo o que é português é mau e que o jazz feito em Portugal é mesmo muito bom. Acho que o disco é tão bom e tão à frente, que me parece ser daqueles obrigatórios.