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Achei no geral a cerimónia de ontem da entrega dos Oscares assim a atirar para o fraquinho. O Jon Stewart esteve bem e tal, porque ele está sempre bem, mas há dois anos esteve melhor. Só me enfureceu quando mandou bocas ao estado mental do Dennis Hopper, acho mal alguém mandar bocas ao Hopper, e o Jon Stewart só tinha mesmo era que lhe fazer várias vénias. Um só neurónio do Hopper a trabalhar vale mais do que todas as célulazinhas liberais do Jon Stewart. Em suma, volta Ellen, estás perdoada. Ao menos tu em vez de mandares bocas foleiras aos convidados, sentas-te ao colos deles e pedes-lhes para te tirarem fotos. Mas da próxima vez manda-os a eles aspirar as alcatifas!

Mas se do ponto de vista do espectáculo foi uma cerimónia um bocado mortiça, já quanto aos prémios foi muito excitante, ainda que muito previsível. Ainda não vi No Country for Old Men, dos irmãos Coen, mas qualquer filme deles é sempre uma proposta interessante, e deste dizem que é dos melhores (só não gostei do ar um bocado enfadado do Ethan. Meu, se não gostas do prémio, devolve-o que há mais quem queira!) Nada a dizer do prémio ao Daniel Day-Lewis, apesar de eu ter gostado mais do trabalho do Tommy Lee Jones em In The Valley of Elah. Mas realmente o DD-L era imbatível. Pelos vistos, a Marion Cotillard também o era, e este Óscar vem, mais que não fosse, chamar a atenção para um filme que me tinha passado despercebido. Nada a dizer igualmente dos prémios nas categorias de secundários: quer a Tilda Swinton quer o Javier Bardem pertencem a uma categoria especial de actores, a daqueles cuja dedicação ao trabalho não passa pelo glamour nem pelo estrelato. E o Javier sempre é um pouco nosso, por ser espanhol e por o termos descoberto antes dos outros todos. E por ser um homem belíssimo também, é claro (husband material, diria eu). Curioso é o facto de os quatro actores premiados serem europeus: dois ingleses, uma francesa e um espanhol.
Mais. Gostei dos três prémios que o Bourne Ultimatum teve, porque ajuda a consagrar uma das mais interessantes e honestas, e já agora divertidas, séries de cinema de entretenimento. Acho que o prémio do argumento original para a Diablo Cody foi justíssimo, porque o argumento de Juno é fabuloso de inteligência e escrita. Gostei do Óscar do score musical para o Atonement porque se estão lembrados destaquei a excelência da banda sonora quando aqui falei sobre o filme.
E pronto, para o ano há mais.

Ah, e volta Triciclo, estamos à espera dos teus comentários.
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