February 21st, 2008

rosas

brandy alexander e dexter

Ao ver o episódio de ontem de Dexter, na rtp2, reparei, no genérico inicial, que o nome do production designer era Brandy Alexander. Fiquei logo atento, mas infelizmente constatei que os nomes dos restantes membros da equipa técnica eram mais normais. Claro que me ocorreu logo que teria muito mais piada se todo o cast & crew tivesse nomes de cocktails. Ou mesmo uma série em que as personagens tivessem nomes de cocktails. Tipo o Brandy Alexander era casado com a Tequilla Sunrise e tinham três filhos: a Bloody Mary (que seria uma adolescente gótica, naturalmente), a Margarita e o mais novo, o Caipirinha.

Quanto à série, acho que ainda é um bocado cedo para falar nela. Claro que a acho muito divertida, e a personagem do Dexter é um verdadeiro achado (e um brilhante trabalho de composição do Michael C. Hall). Mas até ver sinto que lhe falta densidade narrativa, espessura. É tudo um bocado tipificado, as personagens e as situações estão muito presas a um arquétipo, ou mesmo, como no caso da chefe da polícia, a uma caricatura.
Parece-me que há duas condições essenciais para o sucesso de uma narrativa deste género, mais linear e, digamos assim, seriada, como as novelas ou os antigos folhetins. Por um lado uma atenção diabólica aos pormenores, porque a verosimilhança, tal como deus, está nos detalhes. E por outro, tem de haver desenvolvimento, evolução, as situações mas sobretudo as personagens não podem estar sempre no mesmo sítio, porque se não deixam de nos desafiar, de nos intrigar, de nos despertar a curiosidade em ver para onde vão em seguida ou o que é que vão fazer.
Mas como digo ainda é cedo para apreciar. Até porque pelo que já li há mais para a frente desenvolvimentos interessantes da própria personagem. Mas tenho de admitir que ao terceiro episódio Dexter ainda não me prendeu, pelo menos daquele modo compulsivo, que é o único que me leva a acompanhar uma série de televisão, mesmo que a esteja a ver em dvd. Se não houver essa compulsão acabo por perder o interesse e deixar de ver.