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a grega
rosas
innersmile


A grega. Desce da varanda como um sinal. Enrola-se no corpo, uma tatuagem de metal. Um adorno que anuncia aos outros, aos que, para a mirar, olham para cima. Traz uma lembrança de lutas, um corpo a corpo entre dois homens, a matéria de que são feitas as lendas. O ferro de que é feita a história. Mesmo ao lado da grega, há uma igreja ortodoxa, um santo que dá nome a um dia, um dia que dá nome a uma rua. Ao fundo da rua, a fortaleza e os barcos que despejam a miséria e o progresso. Dois rapazes vêm subindo a rua. Mais tarde, estarão na esplanada de um bar, numa rua estreita e sinuosa. Nos pulsos dos rapazes, a moda cinge-lhes a delicada musculatura dos ramos com vírias de cabedal. A grega. Imponente, vigia do alto, emprestando a lisura recta dos ângulos à ilusão de um futuro. Agora, neste exacto momento, é toda a glória que resta a uma esquina em ruínas.
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