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balanço II - espectáculos
rosas
innersmile
Quanto ao balanço de espectáculos e concertos, foi um ano desequilibrado: não vi quase nenhum teatro, muito pouca dança, mas em compensação vi alguns bons concertos. Mas uma boa maneira de começar este inventário, até para que sirva de lição no futuro, é registar os dois concertos que não vi e que me torci todo por não ter visto, os da Patti Smith e de Rufus Wainright. Ok não ajudou serem em Lisboa, e pelo menos o do Rufus ser a meio da semana, mas mesmo assim devia-me ter esforçado um bocadinho mais para ir ver. No cookies for me, portanto.

Concertos:

- Amélia Muge, Culturgest
- Chilgildrin, TAGV
- Vitorino, TAGV
- Alabama 3, TAGV
- George Michael, Estádio de Coimbra
- Andrew Bird, TAGV
- Carlos Bica e Azul, TAGV
- Eugénia Melo e Castro, TAGV
- Maria Bethânia, CAE Figueira
- Orquestra Gulbenkian, dir, Joana Carneiro, com António Rosado, TAGV
- Police, Estádio do Jamor
- Caetano Veloso, no Coliseu em Lisboa e no Pav. Multiusos em Coimbra
- Mark Kozelek, Santiago Alquimista
- Jane Birkin, Teatro Aveirense
- Tcheka, Teatro Aveirense
- Gonzales, Teatro Aveirense
- Vinício Capossela, Teatro Aveirense

Dança:

- Daqui em Diante, de Olga Roriz, TAGV
- Programa Primavera, CNB (coreografias de William Forsythe, Mauro Bigonzetti, Gagik Ismailian e Olga Roriz), Teatro Camões
- Malgré Tout, Nous Étions Là, de Paulo Ribeiro, TAGV
- Masculine, de Paulo Ribeiro, TNSJ

Teatro:

- La Traviata, pela Ópera Estatal de Ektarinburg, TAGV
- Macbeth, encenação de Bruno Bravo, TAGV
- Música no Coração, encenação de Filipe La Féria, Teatro Politeama.


Os quatro espectáculos de dança foram muito bons, mas o destaque tem de ir para as duas coreografias de Paulo Ribeiro, sobretudo para Malgré Tout, Nous Étions Là, um dos mais bonitos e comoventes espectáculos que eu vi. Alguns concertos absolutamente inesquecíveis, dos quais destaco os de Caetano Veloso (cada concerto de Caetano é sempre um reencontro e uma descoberta) e Maria Bethânia (uma celebração mística e uma fonte de energia), o da Amélia Muge (que é a melhor criadora de música popular portuguesa e isso percebe-se ainda melhor ao vivo, e o da Jane Birkin que, mais do que um concerto, foi um verdadeiro affaire romântico e inteligente.

balanço III - música
rosas
innersmile
Tal como já escrevi aqui o ano passado, ouço cada vez menos música em casa, e a que ouço normalmente é a fazer acompanhamento de fundo para a leitura.
De qualquer modo houve meia dúzia de cd’s novos que ouvi muito este ano, mesmo quase obsessivamente, e que foram:

- Amadou & Mariam, Le Meilleur des Années Maliennes
- Amélia Muge, Não Sou Daqui (para mim, o disco do ano)
- Arcade Fire, Neon Bible
- Caetano Veloso, Cê Ao Vivo
- Classic Jazz Quartet play Rachmaninov
- Estrela Morente, Mujeres
- Mário Laginha Trio, Espaço
- Tcheka, Lonji
- TGB, TubaGuitarraBateria (apesar de ser já antigo, só conheci este ano)

Já referi aqui a dificuldade que os intérpretes têm em fazer carreiras consistentes em Portugal. Estas quatro cantoras de certo modo provam que isso não é necessariamente assim, e parte do meu ano foi passada a ouvir os cd’s novos que elas editaram:

- Eugénio Melo e Castro, PoPortugal
- Lena d’Água, Sempre
- Maria João, João
- Teresa Salgueiro, Você e Eu.

Quanto à música clássica, ouvi sobretudo duas antologias de duas cantoras líricas, Vitoria De Los Angeles e Elisabeth Schwarzkopf, uma colectânea de música de Aaron Copland (sobretudo por causa de um El Salon México tocado pela Orquestra Filarmónica de Nova Iorque dirigida por Leonard Bernestein) e uma gravação das últimas sonatas para piano de Beethoven por Maurizio Pollini (sobretudo o segundo andamento da sonata nº 32, a última que Beethoven escreveu quando já estava completamente surdo e que é uma das mais sublimes peças de música que eu alguma vez ouvi)

Quanto aos dvd’s, e para além da gravação do concerto de Rufus Wainright dedicado a Judy Garland, de que falei aqui há poucos dias, comprei ainda duas gravações com óperas de Verdi, o Rigoletto e a Traviata.