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(no subject)
rosas
innersmile
oração para a noite de natal


eu ajoelhar-me-ia, senhor, se tu, com um gesto subtil da tua mão ou apenas um sopro breve dos teus lábios, aliviasses do medo todos os que sofrem. se lhes segurasses na mão e os levasses ao aconchego sereno de um dia a dia sem terror e sem sobressaltos. falo-te da doença, senhor, e dos meus amigos que tombam derrotados, apenas porque tu, num momento de desatenção, lhes deste a consciência do seu próprio limite e da sua impossível fragilidade. se tu pudesses fazer um milagre, senhor, um apenas, livravas-nos do medo.




(para o A.V., insuspeitadamente)

rufus does judy
rosas
innersmile
Tenho passado este fim de tarde do dia de Natal a ver o dvd de Rufus! Rufus! Rufus! does Judy! Judy! Judy!, uma gravação ao vivo no London Palladium (uma sala enorme, onde já estive mais de uma vez) de um concerto em que Rufus Wainright recria um celebérrimo concerto de Judy Garland no Carnegie Hall, em 1961.
O concerto de Rufus é absolutamente fantástico, e confirma aquilo que já sabíamos dos seus discos de originais, ou seja que Rufus recebe e continua a tradição da torch song, dos grandes crooners e dos nomes maiores do musical norte-americano, naquela tradição que fazia uma ponte perfeita entre a música popular das grandes salas de espectáculos e o jazz dos clubes de ar rarefeito.
Rufus não pode estar melhor, muito divertido, a provocar o público, mas sobretudo a cantar com um extraordinário apuro e com muito sentido do show-bizz. E é curioso porque por muito distante que pareça este espectáculo do concerto intimista que vi dele na Aula Magna, em Novembro de 2004, percebe-se que é sempre o mesmo Rufus, que ele tem uma honestidade e uma verdade que põe ali à mostra, para toda gente ver e sobretudo usufruir.
Para abrir o apetite deste concerto fabuloso, e para celebrar com tanto ‘panache’ este dia de Natal, aí fica um clip de uma das melhores canções populares de sempre.

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