December 4th, 2007

rosas

mãe rússia

Ontem, quando entrei pela primeira vez no site aqui do Livejournal, li a notícia de que o site tinha sido vendido. Basicamente, e se bem percebo as coisas, há perto de 3 anos o Livejournal foi vendido pelo seu fundador a uma companhia americana, a Six Apart, que era detentora de outras soluções nesta área dos sites de socialização (sim, supostamente é isso que nós fazemos no livejournal, 'socializar por aí', como cantavam os Ban). Agora, se entendi bem, essa empresa vendeu-a a uma outra, com sede na Rússia, que era já detentora de direitos para desenvolver especificidades do Livejournal para a comunidade russa do site que, dizem eles, é a segunda maior a seguir à americana (pelos vistos, os russos ficaram com o Livejournal e os brasileiros com o Orkut). É engraçado, nós andarmos aqui na brincadeira, a escrever umas coisitas, a comentar nos Ljs uns dos outros, a darmos pancadinhas nas costas ou a fazermos dramas em copos de água, e no fim isto não passa de um negócio para alguém. É óptimo porque nos ajuda a pôr as coisas em perspectiva.
Devo dizer que não me incomoda nada que o Livejournal seja americano ou russo ou mesmo da estação orbital russo-americana. Desde que não me limitem a liberdade de expressão e desde que não imponham condições para poder andar por aqui, por mim está tudo bem. A minha questão é outra.
Li atentamente os posts que os gestores do Livejournal, os cessantes e os novos, puseram, com muitas garantias de que tudo vai correr bem, de que não vai acontecer nada de mal aos utilizadores, muita confiança no futuro, promessas de que se vão fazer desenvolvimentos interessantes no site. E a empresa cessante, a SixApart, faz um inventário de todos os desenvolvimentos interessantes que eles fizeram no Livejournal neste tempo em que foram donos do site.
Ora o ponto é que nenhum desses desenvolvimentos me trouxe, a mim pessoalmente, qualquer benefício. Assim que me lembre, a única coisa que o Livejournal não tinha quando o comecei a usar e agora tem são os marcadores, que são uma ferramenta muito útil para organizarmos os conteúdos das entradas. Ok, e também tem a possibilidade de pôr fotos e vídeos, que não tinha a princípio, mas também a verdade é que quando comecei a usar o Livejournal ainda não havia o YouTube! De resto, dos grafismos xpto à possibilidade de pôr posts a partir do telemóvel e ao poderoso e-mail, francamente nada disso me é muito útil. Nem sequer a possibilidade, por ter conta paga, de ter não-sei-quantos avatares, pois uso sempre o mesmo, normalmente porque me esqueço de que tenho outros, porque isso, tal como os grafismos xpto, para mim é muito secundário. Aquilo que ainda hoje me agrada no Livejournal foi a principal razão porque criei um lá nos idos de 2001: é fácil de trabalhar, e serve para pôr textos on-line.
Enquanto os novos donos do Livejournal não me obrigarem a escrever em russo, e desde que não metam a mãozinha no conteúdo das entradas, por mim tudo bem. Caso contrário, dasvidanyia tovaritch!


edit: parafraseando a amiga tx_cronopio, o lema para a crise russa só pode ser: 'Estou velho para tanto drama!'