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gripe
rosas
innersmile
Já referi, a propósito do filme Control, de Anton Corbjin, que o primeiro disco que ouvi com atenção dos Joy Division foi Closer, que foi editado após a morte de Ian Curtis, e que eu comprei em 1984. Por isso quando penso nos JD a canção que me vem à cabeça é Heart and Soul, que, se não estou em erro, abria o alinhamento do LP. Ouvi essa canção centenas de vezes, interiorizei-a, usei-a, umas poucas de vezes, para me medir no mundo. Nunca fui um tipo depressivo, por isso em mim a tristeza nunca tem o tom do desespero, mas antes o da melancolia. E é isso que sinto actualmente, quando me lembro da canção. Não o convite à desistência, mas a mágoa mansa de saber que, perdida algures no mundo, reservada em nosso nome, está uma promessa de felicidade.

Chateia-me que o innersmile esteja cada vez mais parecido com um blog, chateia-me a urgência do post. Chateiam-me as fotos e os clips. Pelo menos hoje, é claro. Chateia-me sobretudo essa coisa de não ter nada para dizer e mesmo assim ter de pôr qualquer coisa on-line. Isto para dizer que não vou pôr aqui o clip de Heart and Soul (há-de haver no youtube, de certeza) nem a letra da canção. Mas não resisto a afirmar que «I exist on the best terms I can, The past is now part of my future, The present is well out of hand, Heart and soul, one will burn».