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caetano no coliseu
rosas
innersmile
Já tinha saudades de assistir a um concerto do Caetano Veloso, para mais no Coliseu, a minha sala de concertos preferida (sim, porque na próxima quarta-feira vou poder matar mais saudades do Caetano ao vivo!).
Foi o show do disco Cê, uma proposta do Caetano mais eléctrica, mais áspera. Fantástico, como sempre. Tinha comprado o cd do Cê ao vivo na sexta à noite e ouvi-o no caminho para Lisboa, de modo que, de certa forma, já ia à espera. Adorei as versões das minhas duas canções preferidas do Caetano, London London e Sampa (a minha terceira canção preferida do Caetano, Cajuína, também fala numa cidade Teresina), ambas com arranjos leves e muito criativos. E bonitos, claro. Também gostei muito da versão de outra canção velhinha do Caetano, Nine Out of Ten, cujo refrão o Caetano canta com um toquezinho à Morrisey. Lindo! O disco traz uma canção nova, Amor Mais Que Discreto, uma daquelas letras muito inteligentes e construídas do Caetano, cheia de subtilezas, ambiguidades e ressonâncias, e que fala do amor homossexual.
O concerto durou mais de duas horas, teve o habitual ‘momento violão’ particularmente encurtado, com Coração Vagabundo e uma versão de Amália (sempre emocionante, mesmo que a letra não estivesse bem segura), e nos encores duas indispensáveis, Menino do Rio e Leãozinho. Acho que foi a primeira vez que assisti a uma repetição, já que o concerto terminou com a repetição da Odeio, um dos refrões mais orelhudos de Cê, e que levou o Coliseu, de pé, a gritar ao rubro "odeio você"!