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eerie
rosas
innersmile
Há momentos que são pequenas epifanias (cortesia Caio F.). Há pouco, estava eu a fazer a ronda dos lugares da net habituais, percebi, através de uma zapping rápido, que estava a começar na RTP2 o programa Câmara Clara, e que os convidados da emissão de hoje eram o físico Carlos Fiolhais e o escritor João Barreiros.
Nunca li nada do João Barreiros e confesso que a minha ignorância em relação a ele seria total se não fosse o meu mestre Saint-Clair, que considera o João Barreiros o melhor escritor de ficção científica em língua portuguesa (tenho a impressão de que neste momento, no superior critério do Saint, partilha esse lugar ex-aequo com um escritor brasileiro). Claro que prestei imediatamente atenção ao programa, porque, parafraseando Adriana Calcanhotto, eu presto muita atenção naquilo que o meu irmão lê.
Entretanto, mandei um mail ao Saint a dizer que estava a ver o programa e passados minutos estávamos ambos on-line a conversar. Claro que a conversa com o Saint me faz prestar menos atenção ao que se passava no ecrã da tv, mas foi um momento daqueles um pouco estranhos, em que as ‘coisas’, sejam elas qual forem, parecem ficar conjugadas umas com as outras. Por força do entusiasmo do Saint, e de todas as referências que ele tem vindo a fazer ao João Barreiros, parecia que eu já conhecia o escritor (coradíssimo de embaraço por nunca ter lido nada dele) e que estávamos a ter uma conversa a três.

Claro que há nisto uma intransponibilidade que nem o mais brilhante dos escritores consegue resolver: a impedir que os sonhos (os andróides sonham?) se tornem realidade, há um imenso oceano de realidade-agora-a-cores que se interpõe.

elgar
rosas
innersmile
Aquela célula do grupo terrorista decidiu inaugurar a nova sede (obviamente clandestina) com bomba e circunstância.
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