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creta.1
rosas
innersmile
22.8.07

A bordo de um voo da Viking Airlines (confirmar a consistência!) em direcção a Creta. Estou muito contente por ir pela primeira vez à Grécia, que é um daqueles lugares onde temos sempre de ir. Tenho pena de não ir a Atenas, mas visitar a ilha de Creta já é promissor q.b.

A chegada ao Hotel Marilena, na estância balnear de Ammoudara, a leste de Iraklion, foi um pouco decepcionante: o hotel é fraquinho (como diria o paquete Oliveira), o quarto pobrezinho, o quarto de banho minúsculo. O hotel muito cheio daquilo que parecem hordas de russos, e que são como aqueles ingleses que invadem Albufeira, mas em pior. Aliás, tudo aqui em Ammoudara faz lembrar um pouco o pior lado do Algarve.
A praia também me deixou triste. Todo o areal está apinhado de chapéus-de-sol e espreguiçadeiras. Mesmo o tipo de lugar em que estar na praia é estar tão longe quanto possível daquilo a que chamamos praia!
O jantar no hotel não foi mau. Depois do jantar demos uma voltinha aqui pelo strip de Ammoudara, que é igual ao de todas as outras estâncias balneares, e bebemos um café grego, que era óptimo, a melhor coisa até agora, mas que me deixou sem sono.

O enorme contra-senso do turismo é que se viaja (enfim…) para ir sempre ao mesmo sítio. Um absurdo. O truque, claro, é aproveitar o low cost e tentar ver para além da linha do visível. Tentar captar o essencial através das fracturas, dos interstícios, dos pontos de rotura.
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creta.2
rosas
innersmile
23.8.07
São quase oito da noite e eu andei desde as oito da manhã a passear por Iraklion.

De manhã apanhámos um táxi em frente ao hotel e o motorista deixou-nos numa praça no centro de Iraklion que eu não consegui identificar. Seguimos o fluxo das pessoas e passado pouco já estávamos orientados. A cidade é pequena, sobretudo o centro histórico, e depressa se chega a todo o lado.
De manhã passeámos pela Plateia Venizelou, descemos a Rua 25 de Agosto, com paragem na igreja de São Tito. Os ícones são lindíssimos, e torna as igrejas muito gráficas, quase como se fossem aventuras de banda desenhada.
Continuámos a descer, visitámos a fortaleza veneziana, os arsenais (adoro a palavra 'ship-building', põe-me logo em modo 'corto maltese') e subimos até ao Museu Antropológico de Creta. O museu está em profundas obras de remodelação, e há uma exposição temporária com algumas das principais peças da colecção. Mas que é impressionante, apesar de pequena. A perfeição dos objectos artísticos, a delicadeza das formas, o sopro de humanidade (ou do divino…) que as insufla, torna os homens que as construíram há quarenta ou cinquenta séculos, espantosamente, nossos iguais.
Depois almoçámos na esplanada elevada de uma taverna, na rua Dédalo, e descemos para a praça Venizelou para um café. Seguiu-se uma descida até à zona do porto, para visitarmos o Museu de História de Creta, pequeno mas muito interessante, e que tem em exposição dois quadros do pintor El Greco, e uma colecção iconográfica dedicada a Nikos Kazantzákis (de quem, a propósito, consegui comprar uma edição inglesa do Zorba, um livro que eu já tive, e perdi num empréstimo, e que me impressionou muito quando o li aos vinte anos). Depois do museu, subimos pelas ruas mais esconsas e verdadeiras, de novo até ao centro, com paragem no que eu penso seja a Sé Catedral, mais uma igreja lindíssima, muito barroca, cheia de lustres e de reflexos dos vitrais.
Nova ida à praça Venizelou, para lanchar: uma café frappé e uma bougatsa, que é um doce excelente.

O empregado da esplanada onde lanchámos ficou encantado com a pulseira do P., que é de cabedal e com uma placa de ouro, da marca D&G ('doce cabana', na minha versão). Perguntou se era verdadeira, quanto tinha custado, e se a podia tomar emprestada para a ir mostrar ao amigo. Já estávamos a sair, e ele veio ter com o P. a perguntar se ele não a queria vender, e se mudasse de ideias para o avisar.







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