?

Log in

No account? Create an account

para lá das serras
rosas
innersmile
Na crista dos montes há moinhos de vento. Dez, onze, catorze deste lado, mais uns seis ou sete do outro. Num deles, as pás giram alegremente, brancas e enfunadas como velas. Contam-me que antigamente os moleiros punham as pás a girar de forma a produzir um determinado som, que avisasse todo o vale de que era dia de moagem.

No vale, no canto mais verde e profundo, há um mosteiro, que há quinze séculos edifica a glória de Deus e salva as almas. Dos lados do altar da igreja repousam duas infantas, santas rainhas. Por detrás do gradeamento de ferro e bronze, a barca espera por nós. No capítulo, um cisne rasga com o bico o próprio peito, para alimentar os filhos. O cicerone, no seu tom monocórdico e repetitivo, tem uma epifania.

Domingo sem sol. Para lá das serras, é já Agosto que se despede.