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secret seven
rosas
innersmile
A propósito da entrada de ontem sobre os setes, e apesar de não ter sido decisivo no facto de eu ter um sortilégio pelo algarismo 7 (e daí...), lembrei-me que quando era miúdo gostava mais dos livros dos Sete do que dos dos Cinco, ambos escritos pela Enid Blyton. Apesar de hoje ter consciência de que os Famous Five foram muito mais influentes do que os Secret Seven. Aliás, tanto quanto me lembro nem sequer coleccionava os livros dos Cinco, e só os comecei a comprar quando esgotei os dos Sete. Também li, ainda da Enid Blyton, alguns da série das Gémeas no Colégio de Santa Clara, mas essa era, entre o meio escolar que eu frequentava, claramente considerada como literatura feminina. Com sentido pejorativo, claro, razão porque eu (como suponho a maioria dos meus colegas) os lia na clandestinidade.
Na minha memória, os livros dos Sete estão guardados na mesma gaveta de arquivo onde estão comer canja de galinha feita por uma vizinha (a galinha da vizinha, pois claro) e passar o dia deitado na cama dos meus pais. Ou seja, na etiqueta colada nessa gaveta, como é óbvio, lê-se ‘faltar à escola por doença’. Tanto quanto sou capaz de supor, devo tê-los lido enquanto andei na escola primária ou no ciclo preparatório. Isto porque me lembro claramente de que a partir de 1974 as minhas leituras eram já outras.
Não consigo ter nenhum espírito crítico em relação à literatura da Enid Blyton, se era boa ou má, se fazia sentido do ponto de vista pedagógico ou se se limitava a perpetuar ideias e comportamentos muito moralistas. Tinham um aspecto muito sedutor, que era a quase ausência de adultos, e o facto de a maior parte das aventuras se desenrolarem ao longo de períodos de tempo alargados durante os quais as crianças estavam entregues a si próprias, sem qualquer supervisão por parte dos crescidos. Suponho que hoje ninguém a deve ler, pelo menos ela parece-me bastante anacrónica em relação ao nível de informação e à maneira de olhar o mundo dos miúdos de hoje. Mesmo a personagem da Enid Blyton que mais resistiu ao tempo, o popularíssimo Noddy, é popular sobretudo entre as crianças de idade pré-escolar.
Seja como for, os livros dos Sete e dos Cinco têm uma importância muito grande na minha memória de infância, e suponho que muito do meu gosto pela leitura tenha passado pelo interesse e entusiasmo com que lia esses livros.

É impressão minha ou o innersmile está a ficar totalmente embrenhado na ‘memory lane’? Pode ser que seja da silly season, mas o mais provável é que seja mesmo da silly age.