June 28th, 2007

rosas

(no subject)

soneto da cidade distante

desfilam as imagens sem sentido
com elas, sem sentido, as lembranças
fotografias de um tempo ido
dias de vinho e rosas, e de danças

no convulso novelo da memória
da meada desprende-se um fio
emerge à superfície uma história
trazida na correnteza do rio

sim, um rio que desagua na baía
onde lânguida reclina uma cidade
um mapa sem ponteiro e sem guia
relógio de um tempo sem idade

- e apesar da brevidade do instante
fico preso nessa cidade distante