June 8th, 2007

rosas

ocean's 13

Ah, finalmente, depois de uma ausência de séculos, lá voltei a entrar numa sala de cinema. Desta vez, para assinalar condignamente a ocasião, até comprei um pacote de pipocas e tudo, para empestar convenientemente o ambiente com o cheiro adocicado e o tenebroso ruído crocante!
O filme que me levou a trocar o sofá pelas incómodas cadeiras e pela sempre enervante companhia de vizinhos faladores (mas como raio é que há pessoas acham que toda a gente na sala não percebeu o sentido das cenas e por isso sentem o dever de o comentar em voz alta de forma a conseguirem ser ouvidas desde a primeira à última fila do auditório?), foi o Ocean’s Thirteen, do Steven Soderbergh. Acho que dos três filmes da série este é claramente o mais fraquinho (como diria o saudoso paquete Oliveira), mas apesar disso continua a ser, pelo menos para mim, um bom entretenimento.
Claro que não nos esquecemos que estamos a falar de indústria, mas de qualquer forma consegue-se reconhecer que há um princípio de prazer, de mero divertimento, na origem do filme, não há propriamente a preocupação de estar a fazer um filme muito sério, artístico, que quer trazer algo de novo à humanidade. Dá para ver que o realizador e a sua equipa de actores, os que estão na linha da frente do star system de Hollywood, estão naquilo porque lhes dá gozo (e fazer mais uns milhões de dólares pelo meio é sempre um bom incentivo).
E depois há a maneira do S. Soderbergh filmar, que me dá gozo ver, tem uma câmara muito elegante, uns planos bonitos, enquadramentos que dão força às imagens. É isto, esta maneira elegante (não consigo encontrar outra expressão que defina tão bem) de filmar, aliada à descontracção e ao humor, que tornam esta série do Ocean tão agradável e divertida.