May 25th, 2007

rosas

d'água

ETERNAMENTE TU

O tempo não sabe nada, o tempo não tem razão
O tempo nunca existiu, o tempo é nossa invenção
Se abandonarmos as horas não nos sentimos sós
Meu amor, o tempo somos nós

O espaço tem o volume da imaginação
Além do nosso horizonte existe outra dimensão
O espaço foi construído sem princípio nem fim
Meu amor, tu cabes dentro de mim

O meu tesouro és tu
Eternamente tu
Não há passos divergentes para quem se quer
Encontrar

A nossa história começa na total escuridão
Onde o mistério ultrapassa a nossa compreensão
A nossa história é o esforço para alcançar a luz
Meu amor, o impossível seduz

O meu tesouro és tu
Eternamente tu
Não há passos divergentes para quem se quer
Encontrar


É uma das minhas canções preferidas do Jorge Palma, o que é dizer muito porque gosto muito do Jorge Palma e gosto muito de muitas canções dele. Agora a Lena d’Água fez-lhe uma versão lindíssima, em sonoridades jazz, que vem no (finalmente) editado álbum Sempre – Ao Vivo no Hot Clube de Portugal.
Para além da canção do Palma, o disco tem uma do Sérgio Godinho, duas do Zé Mário Branco, duas do Variações e as restantes quatro são clássicos do repertório da própria Lena.
O disco, como referi, tem sonoridade de jazz, com arranjos de Bernardo Moreira, que toca contrabaixo, e as participações de André Fernandes na guitarra, João Moreira no trompete e Marco Franco na bateria. Um dos encantos do disco é o facto de a Lena, dando embora o seu cunho muito pessoal, manter sempre os arranjos vocais muito próximo dos formatos originais, o que faz um contraste muito agradável com os arranjos instrumentais. De qualquer forma, pela força dos arranjos e pela volta muito pessoal dada a canções que são standards da música popular portuguesa, este é claramente um belíssimo disco de jazz.