May 21st, 2007

rosas

na província neva

No Sábado de manhã levantei-me cedo e fui todo catita para o Fórum, para ir à Fnac. A ideia era ir comprar o novo livro de Eduardo Pitta, Cidade Proibida, o seu primeiro romance. Não é só por vaidade que digo que aprecio o escritor desde há muito tempo, muito antes de ele se tornar uma das vedetas da blogosfera lusitana (no blog daliteratura.blogspot.com). Adorei o volume de contos Persona, aliás, estava tão entusiasmado que ia decidido a comprar igualmente a segunda edição deste livro, que, parece-me ter lido, foi revista. E fui fervoroso leitor das suas recensões de poesia na revista Ler, graças às quais aprendi muitos dos meus actuais gostos literários.
O romance foi lançado no passado dia 16 de Maio, na loja Fnac do Chiado, em Lisboa, e segundo informação do autor no blog, deveria ter chegado às livrarias no dia 12. ´Tá bem abelha. Lá fui eu todo lampeiro e népia! Nem um nem outro. O que é de todo incompreensível, uma vez que, suponho eu, devem ter estado à venda exemplares do livro no referido lançamento, e não se percebe como é que a Fnac não distribui para toda a cadeia de lojas. De resto o livro está à venda no site da Fnac, o que torna ainda mais incompreensível a razão pela qual ainda não está à venda nas lojas.
É nestas ocasiões que me irritam os custos de viver na província. Ainda que, no caso concreto, a província seja supostamente a terceira cidade do país e, sobretudo, uma cidade ligada à cultura. Mas não sei se nesta situação me irrita mais o custo da interioridade, se a inépcia de uma multinacional da cultura que, pelo menos isso é evidente na loja de Coimbra, trata os livros com particular desfavor. No entanto devo referir que até ontem o livro ainda não estava à venda em nenhuma das outras ‘so-called’ livrarias de Coimbra, pelo menos em duas das mais significativas, a Bertrand do Centro Comercial Dolce Vita e a Almedina do estádio. Merda!