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moz07.4
rosas
innersmile
2.4.07

No Kruger.
A viagem de Maputo até à África do Sul é sempre um bocado aventurosa, sobretudo a passagem da fronteira. Talvez por causa da comodidade de Schengen, atravessar esta fronteira, sempre ao ritmo burocrático do despacho e das enormes filas de gente, dá-me sempre a sensação de estar perdido no mundo, mas no centro do mundo, na vida real do mundo. É aqui, nesta mistura de caos burocrático e da lenta contagem do tempo, que percebo como a pequena fortaleza europeia onde vivo é tão absurda e fora do mundo.

Ao fim da tarde, um safari de três horas. Foi um bocado seca, sobretudo a parte que decorreu já de noite. Vimos o pôr do sol parados no alto de uma colina, no meio do mato. Mesmo com o céu nublado, o pôr do sol aqui é sempre um acontecimento!
Quanto ao ‘animal counting’, vimos dois dos big five: o elefante (vários avistamentos, um deles a escassos metros do jipe) e o rinoceronte (que é um colosso de animal, parece um carro blindado).

Francamente não há muito mais a registar aqui. Vida de turista não é propriamente a mais inspiradora. Mas que sabe bem, isso sabe.

Ah, estava-me a esquecer de uma coisa importantíssima. No Sábado comprei uma série de livros, quase todos de poesia. Procurei, na livraria do Polana Shopping Center, a nova edição do livro de poemas do Rui de Noronha, da Texto Editora, que julgo não ter sido distribuída em Portugal. Não havia. Hoje de manhã, quando estava a sair do hotel, fui ao quiosque do hotel comprar pastilhas para a garganta (estou tão rouco que estou praticamente afónico) e encontrei o livro à venda. É uma edição com muitos inéditos, com muitos dispersos reunidos, e a que não falta um enquadramento crítico. Uma jóia! Estou ansioso para começar a ler os poemas do Noronha à sombra dos palmares.







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