April 8th, 2007

rosas

regresso a casa

De regresso de uma semana de férias em Moçambique, com o coração aconchegadinho (e um bronze um bocado escaldado). Foram férias turísticas mesmo, integrado em grupo excursionista (um onde me sinto muito bem e de onde não pretendo sair), a visitar lugares para turista ver.
Fui tirando umas notas e a ver se consigo alinhar aqui umas entradas com o roteiro destes dias. Foram óptimas férias, pela companhia, por ter tudo corrido muito bem, mas sobretudo pelo regresso a Maputo, ainda que breve, e pelos dois dias passados na Inhaca e pela volta pelo Kruger. Já conhecia estes lugares, e a verdade é que a estadia em Maputo soube a pouco, mas as três semanas que lá passei há quatro anos foram tão marcantes, que estes dias breves que por lá passei agora pareceram reencontro.
Na bagagem, além de uma mão cheia de livros (ou duas) e de castanha de caju torrada, trago a certeza de que aquela terra me torna mais completo, que ela me dá aquilo de que por tanto tempo careci sem o saber: a confortante certeza de haver um lugar a que pertencemos. Mesmo que esse lugar já não seja nosso, mesmo que o seu presente, e sobretudo o seu futuro, já passe muito longe de nós, para sempre é ali que ficamos, presos ao bulício de uma avenida interminável, à inesperada luz que um pôr do sol traz aos prédios degradados, a um olhar ou a um sorriso que consegue ser simultaneamente matreiro e ingénuo, desconfiado e divertido, curioso e superior.
Hei-de voltar a Moçambique, e a Maputo, sempre e todas as vezes que a oportunidade surja. Não com a emergência da paixão, menos ainda com a febre de uma obsessão. Mas apenas com as mãos vazias e a tranquila certeza de que há um lugar onde me sinto feliz.