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arcade+anabela
rosas
innersmile
Conheci a música dos Arcade Fire há relativamente pouco tempo. Não quero ser obsessivo e estar sempre a queixar-me de que estou a ficar velho, mas a verdade é que um dos sinais de que estou mesmo a ficar velho tem um bocado a ver com a falta de atenção, e mesmo de disponibilidade, para ouvir coisas novas na área do rock e da pop, o ritmo e o volume das novidades ultrapassa-me completamente. Too old to rock’n’roll, é o que é!
Voltando aos Arcade Fire, achei o disco Funeral fantástico, por um lado fiel à tradição da música rock, devedor das suas influências, mas por outro lado de uma ousadia e frescura raras. E além disso é daqueles discos obsessivos, que começamos a ouvir e não nos largam mais (a canção Rebellion continua a tocar em permanência na minha jukebox mental). Quanto ao Neon Bible, acho que é tão bom, se não melhor que o primeiro, grandes canções, uma concepção de música, de som, diferente, completa, que nos atinge directa e simultaneamente o cérebro e o coração, música espiritual e emotiva. Acho que é um disco um pouco mais convencional que o anterior, ou mais clássico, no sentido em que as canções têm, apesar de tudo, um formato mais clássico. Um aspecto em que acho este segundo disco superior ao primeiro é nas letras, acho-as mais trabalhadas e mais simples, mais conseguidas.

Também tenho ouvido muito um cd da Anabela Duarte, Machine Lyrique, composto apenas por canções de Kurt Weill e Boris Vian, em formato de voz e piano. Comprei o disco sobretudo para ouvir as canções de Vian, que conheço muito mal. Apesar de ser um bom disco, fiquei um bocadinho desapontado, estava à espera de uma coisa com mais alma, com mais risco, mais arrebatadora. Senti isto principalmente em relação às canções do Weill, talvez por já as conhecer e não conseguir deixar de cotejar estas versões com outras que já conhecia e que acho mais conseguidas.
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