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innersmile
Gostei muito da cerimónia dos Oscars desta noite, acho que foi das melhores dos últimos anos. E para isso muito contribuiu a Ellen DeGeneres, que foi perfeita, a lembrar o Billy Cristal dos primeiros anos, sempre com aquele tom certo a meio caminho entre o afecto e a ironia.
Quanto aos prémios, por mim tudo bem. Apesar de não ser uma obra-prima, The Departed é um excelente filme, e se é certo que os prémios para Scorsese tiveram um sabor a consagração corporativa (foi fantástico ver em palco quatro dos meus realizadores preferidos, sendo que um outro estava sentado na plateia, era nomeado, e faz traduções simultâneas do italiano), ela é absolutamente justa e o filme não envergonha ninguém (apesar de, according to Peter Greenaway, o Bill Viola valer dez Scorseses, Mário dixit), antes pelo contrário.
Também nada a dizer quanto aos prémios de interpretação. Não vi o Último Rei da Escócia, mas tenho um respeito enorme pelo Forrest Whitaker desde o tempo do Bird (cá está o quinto realizador de novo); o prémio para a Hellen Mirren é justíssimo, mas sempre que a Meryl Streep está nomeada e não ganha ficamos sempre com um certo sabor a derrota.
Uma coisa que me surpreendeu foi a atenção que o Leonardo DeCaprio teve ao longo do serão. A ideia que dá é que ele se está a impor, não apenas como actor, mas como personalidade influente na Hollywoodland.
De uma forma geral, achei os discursos de agradecimentos todos muito fraquinhos (nas imortais palavras do Paquete Oliveira). Não houve m único empolgante, daqueles que basta o discurso de agradecimento para termos vontade de ir a correr ver o filme.
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