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V.
rosas
innersmile
Nada menos que um soneto de Camões para celebrar o aniversário de uma das mais queridas amigas que o livejournal me deu, e com quem já tive o prazer (e o privilégio) de passear numa tarde de Domingo, por uma avenida ampla e debruçada sobre um tropical oceano.
Parabéns, querida Valéria. Brindemos, pois, ao Amor.

«Bem sei, Amor, que é certo o que receio;
Mas tu, porque com isso mais te apuras,
De manhoso, mo negas, e mo juras
Nesse teu arco de ouro; e eu te creio.

A mão tenho metida no meu seio,
E não vejo os meus danos às escuras;
Porém porfias tanto e me asseguras,
Que me digo que minto, e que me enleio.

Nem somente consinto neste engano,
Mas inda to agradeço, e a mim me nego
Tudo o que vejo e sinto de meu dano.

Oh poderoso mal a que me entrego!
Que no meio do justo desengano
Me possa inda cegar um moço cego?»