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Aviso à navegação!
Leio por aí nos blogs da especialidade (nomeadamente no Crónicas da Terra), que vai haver novo disco da Amélia Muge. Vai-se chamar Não Sou Daqui e sai lá para o fim do mês (dia 29, se não estou em erro).
Sou fã da AM há muitos anos, ainda de antes de ter saído o seu primeiro disco, Múgicas, em 1992, desde que a vi uma vez num espectáculo do Júlio Pereira. Para além dessa, só a vi ao vivo em nome próprio uma vez, creio que por alturas da edição do Múgicas (com o António J. Martins e o Rui Júnior, pelo menos só me lembro deles os dois), e ao vivo a AM ainda é mais entusiasmante do que em disco. E em disco ela é, provavelmente, o actual músico português mais interessante de todos. Para além do Múgicas, tenho ainda os restantes cds dela, Todos os Dias (o meu preferido, adoro esse disco), Taco a Taco e aMonte (talvez o seu melhor trabalho até à data), e ainda o Maio Maduro Maio, que ela fez, de homenagem ao José Afonso, com o José Mário Branco e o João Afonso. Cada trabalho dela não se limita a ser um conjunto de canções, é uma proposta coerente, animada por uma ideia. Uma verdadeira obra.
Como não sou nada imparcial, claro que, mesmo sem ter ouvido uma única música, já estou apaixonado pelo próximo disco da Amélia. Não é só o facto de gostar muito dela ou de, como se diz no Crónicas da Terra, ela não ser capaz de fazer maus discos. Apaixonei-me logo com o título. Não sei onde é que a Amélia o foi buscar, até porque na lista de poetas que ela musica neste disco não está a Natália Correia, mas lembrei-me logo dos versos de um dos meus poemas preferidos da Natália, e que me diz tanto: «Não sou daqui das praias da tristeza/ Do insone jardim dos glaciares/ Levai minha nudez, minha beleza/ E colocai-a à sombra dos palmares».
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