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expresso do oriente VII
rosas
innersmile

26.11.06

De volta a KL, para um intervalinho, antes de seguir, logo à noite, para Singapura.
No caminho de regresso, passámos em Taiping, a única cidade da Malásia que tem um nome chinês, e em Gopeng para almoçar.

Gostei muito de Penang. Além de que foram uns dias bem passados, descansados, a apanhar sol.
Georgetown é uma cidade de tamanho médio (a segunda maior da Malásia), que dá para abarcar com a vista, sem aquela sensação de que nos afundamos no gigantismo de uma cidade como KL. Talvez contribua o facto de a comunidade chinesa ser predominante na cidade, e os chineses são mais descontraídos. Por outro lado, é uma cidade de estilo colonial, foi a capital da região durante a presença inglesa, e eu tenho um fraco por cidades coloniais.
A propósito, uma das minhas paisagens urbanas preferidas nestas cidades que temos visitado, são os padangs, os vastos relvados para a prática desportiva, especialmente do cricket, ladeados sempre por um edifício largo e baixo de estilo colonial. Alguns destes padangs são célebres, como o de Singapura.

Não podia ser muito melhor do que isto.
Já no comboio para Singapura. Uma carruagem cheia de beliches com um corredor a meio. Vamos todos nos beliches de cima, em lados opostos do corredor. Trepas para o beliche é uma aventura, sobretudo porque eu sou pouco ágil e o espaço de manobra é complicado. Descer é mais fácil: faço força dnos braços e deixo-me cair!
O comboio vai cheio, tanto quanto consigo ver.
Eu estava com alguma ansiedade, por ser a primeira vez que faço uma viagem assim, mas é muito divertido. Duvido é que consiga dormir alguma coisa.
É fantástico, porque se tem a sensação de estar muito longe de casa. O que a mim me provoca sempre sentimentos contraditórios, porque sou um tipo muito sedentário, gosto muito de sentir as raízes a crescer debaixo dos pés. É raro faltarem-me as palavras, mas francamente não sei muito bem como descrever o que sinto. Acho que é felicidade, ou euforia. O peito cheio de ar.
A bordo de um comboio, a noite, numa carruagem de beliches, rodeado de estranhos, a milhares e milhares de quilómetros de casa, a viajar entre duas gigantescas metrópoles no sudoeste asiático!
Realmente, não podia ser muito melhor do que isto.




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