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expresso do oriente VII
rosas
innersmile

24.11.06

De manhã, conhecer Georgetown. Passeámos pela cidade, visitámos vários templos chineses (dois deles na mesma rua, um em frente do outro) e o forte de Cornwall. Almoçámos num restaurante vegetariano, escolha do nosso motorista. As escolhas do Sr. B. são sempre vencedoras.

Gosto muito dos templos chineses. Não os percebo, claro, até porque uns são budistas, outros tailandeses, etc. Mas são todos muito inspiradores e bonitos, muito espirituais mas cheios de vida. Quero dizer de vida terrena, de cores, de cheiros, até de sabores, porque em todos eles há oferendas de comidas. Gosto do cheiro a incenso e de ver as pessoas a segurar em molhinhos de paus de incenso e a agitá-los em frente aos vários altares.
Num dos templos, tirei um número da roda da fortuna. Saiu o 10, e mal comecei a ler o papel arrependi-me logo de o ter tirado. Só coisas negativas: nos negócios, no amor, só desgraças. A única nota positiva é que dizia lá que o meu próximo filho será uma rapariga. Antes assim. Este templo é o que tem a terceira maior escultura do Buda deitado, do mundo. No outro em frente tinha, nuns quadros tipo via sacra, toda a história do príncipe Sidharta. Muito bonito.
Já tenho pensado nisto muitas vezes, e os templos que tenho visitado reforçam a ideia de que, se eu alguma vez seguir uma religião será a budista.

Ideias para dois contos.
A história de David K.H., que vai, todas as sextas-feiras, entre as 12 e as 15 horas (o período em que o seu patrão muçulmano fecha a loja para ir ao templo), para o cemitério visitar a campa do avô. Os cemitérios chineses são sempre em colinas arejadas e voltadas para o lado do mar.
A história de Damsamara, uma louca. A ideia nesta história é falar da compaixão que nos desperta uma pessoa que perdeu, ela própria, o dom da compaixão.


25.11.06

Todo o dia a aboborar na piscina do resort. De manhã fiz uma massagem tradicional chinesa, e garanto que foi das melhores coisas que já me fizeram. Que relax. A primeira parte da massagem era reflexologia, e o massagista fartou-se de diagnosticar doenças massajando os pés: os ombros e o pescoço muito tenso, muitas dores de cabeça, e o sangue muito ‘thick’.

Fomos jantar a um restaurante de seafood a uma aldeia a sul de Butterworth. Óptimo jantar, pela comida e pela companhia.

A IS tem oito anos, e não fala inglês. Passou todo o tempo do jantar imersa numa timidez comovente. Que se quebrou raras vezes em sorrisos daqueles capazes de derreter o iceberg mais empedernido. O maior dos sorrisos foi quando eu entornei o gelado da sobremesa. Garanto: valeu a pena sujar uma t-shirt para ter direito ao sorriso mais tímido e mais malandro que eu já vi.



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