?

Log in

No account? Create an account

(no subject)
rosas
innersmile

Quando, nas entradas sobre a viagem à Malásia, utilizo os tempos verbais na primeira pessoal do plural, não é porque esteja a usar o plural majestático. Acontece que essas entradas correspondem às notas que fui tomando durante a viagem e reflectem por isso o facto de a viagem ter tido co-protagonistas. Mais propriamente uma co-protagonista, minha companheira de escola no início da adolescência, amizade reencontrada e retomada já na idade adulta. Desde há uns dias que esta utilização da primeira pessoa do plural faz ainda mais sentido: a minha companheira de viagem é leitora destas notas, e por isso com mais propriedade se percebe que este ‘expresso do oriente’ foi muito vivido a dois.
Só mais uma nota. Mercê de termos partilhado, de forma intensa, todo o tempo que estivemos juntos, e ainda de termos conseguido gerir algumas vicissitudes, esta viagem transformou a nossa amizade: saímos de Lisboa bons amigos, mas regressámos amigos dos bons!

Como tenho estado muito entretido a trabalhar as notas que fiz durante a viagem, nem tenho tido vontade ou paciência de fazer outras entradas no innersmile, nomeadamente a comentar os mais candentes termas da actualidade.
Mas ontem o Contra-informação, na rtp1, foi todo dedicado ao caso do livro da ex-mulher do dirigente desportivo. Eu não estava a dar muita atenção ao programa, mas lá ia deitando uma olhadela para avaliar o nível do humor. Quando apareceu a capa do livro, em versão spitting image (que era o nome original do programa inglês que deu origem aos bonecos), tresli o título, e li (mal, já que não era esse o título usado na farsa) aquele que seria o mais genial dos títulos: ‘Eu, Creolina’!        


expresso do oriente V
rosas
innersmile
20.11.06

De novo em KL.

À tarde fomos passear para Burkit Bintang, a zona turística por excelência, com os melhores hotéis e as lojas de maior prestígio.
Fomos jantar a um shopping imenso, o 1 Utama, que fica relativamente perto aqui de casa. A ideia era comprar o leitor de mp3 que se liga ao isqueiro do carro. Conseguimos encontrar, com esforço, e comprei dois.

As pessoas de uma forma geral são corteses, mas são sobretudo indiferentes. Não é só, presumo, o facto de viverem numa cidade enorme, mas suponho que terá mais a ver com o facto de haver grupos raciais muito bem demarcados e separados. Na Malásia há três grandes raças: a malaia, que corresponde a cerca de 50 por cento da população, a chinesa, 30 por cento, e a indiana, 18 por cento. Assim de repente não me lembro de ter visto um casal de raças diferentes. O senhor que anda connosco de automóvel nos passeios diz que na Malásia não se usa, para caracterizar o convívio entre as diferentes raças, o termo tolerância, porque a tolerância tem sempre um limite, mas sim o termo aceitação, que não conhece limites.

21.11.06
O dia foi passado em turismo por KL.
Começámos pelas Batu Caves, um dos locais de culto mais importantes para a comunidade hindu da Malásia. Um verdadeiro ‘taste of India’. Muitas estátuas, uma escadaria de quase trezentos degraus e, lá em cima, vários templos enfiados em grutas naturais na montanha de calcário. Apesar do esforço que representou a subida, valeu a pena ir lá cima, é um lugar místico e forte, uma daquelas experiências que extravasam completamente a vulgaridade do quotidiano.

Numa fábrica de batiks comprei um sarong, que é um doa trajes tradicionais dos homens malaios.

A Menaka KL, a torre de telecomunicações, é a quarta mais alta do mundo. What a ride! O panorama de KL visto lá de cima é de cortar a respiração.
Nos Lake Gardens, visitámos o Monumento Nacional, Tugu Negara, um conjunto escultórico feito por Felix de Weldon, o que explica que os soldados malaios tenham cara de caucasianos (de surfers australianos, chamou-lhes o Brian), e o Jardim das Orquídeas.

Foi uma experiência engraçada andar de carro pelo meio do trânsito sempre engarrafado de KL. Apesar do Sr. B., o nosso motorista, dizer que há 4 horas de ponta em KL, a minha experiência diz-me que há apenas uma, que começa às 7 da manhã de um dia e termina às 7 da manhã do dia seguinte. Isto, claro, quando o tempo está seco, porque quando começa a chover, então fica mesmo tudo parado.





Tags: