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expresso do oriente III
rosas
innersmile
18.11.06

Continuo com o sono todo lixado. Nem é tanto com as horas trocadas, é mesmo a dormir muito pouco, apenas 4 ou 5 horas. Eu sei que ando descansado, sem grande necessidade de dormir, mas mesmo assim é muito pouco. Fico com os olhos a arder, e os pés muito inchados. Depois durante o dia dão-me uns ataques irreprimíveis de sono.

Jantar ontem num restaurante chinês. Comemos peixe, la-la, e lula, acompanhado com vários tipos de vegetais, nomeadamente koolan, que eu adoro, sobretudo com molho de ostra. Depois do jantar, ocidentalizámos a coisa e eu comi um cheesecake de limão que era soberbo!

Vi ontem, com o amigo que foi jantar connosco, um gadget porreiro, um adaptador de isqueiro para ler mp3 e drives de música, que transmite para o sintonizador do auto-rádio. E ainda por cima é barato, por isso quero (tenho!) comprar um.

No capítulo das coisas boas, há as tempestades. Está um dia lindo, e em pouco mais de meia-hora instala-se uma borrasca impressionante. A de ontem à tarde apanhou-nos a caminho de casa. Uma chuva grossa, intensa, que cai desalmadamente e encharca-nos em segundos. A trovoada é ininterrupta, os relâmpagos estalam a toda a volta. Depois, com a rapidez com que se forma, esvazia-se, e o sol começa a brilhar ainda antes de a chuva parar completamente.
As carruagens do LRT têm um ar condicionado muito forte, e por isso, quando saímos lá de dentro para o ar quente e saturado de humidade, os óculos ficam totalmente embaciados.
Mais uma vez confirmo, apesar de já não precisar: sou feito para climas tropicais. Mesmo com todo o suor que copiosamente me alaga. Desde que desembarquei em KL nunca mais me doeu a artrose do joelho. Não percebo, ou antes percebo mas não vem agora ao caso, porque é que não me mudo para um país nos trópicos. Cada um é para o que nasce, e o meu corpo nasceu para estes climas quentes e húmidos.

Em Malaca, no Makota Hotel.
A viagem de KL até aqui correu muito bem. Parámos, para visitar, em Putrajaya, que é a capital administrativa do país, uma cidade construída em tempo recorde para ser a sede do governo da Malásia. Um estilo excessivo e sumptuoso que, para falar verdade, apenas me faz lembrar a Disneylandia, aquele aspecto de tinseltown, tudo muito bonito e arrumado e limpo, mas muito artificial. Talvez o facto de ser Sábado e a cidade estar vazia (apenas turistas) contribua para o aspecto de cidade a brincar.

Almoçámos no caminho, numa área de serviço da auto-estrada, e como sempre comemos bem e barato. Comida malaia, claro. Comi special fried rice, com molho de galinha e três espécies de vegetais. 1 euro!

Este hotel é um bocado estranho. É enorme, 7 ou 8 torres. Nós estamos numa das últimas, e talvez por isso tenha o aspecto dos prédios novos muito grandes que começam a degradar-se por falta de manutenção.
No meio das torres há duas piscinas, e claro que o lobby é bonito, grande e luxuoso.

Já dei uma volta por Malaca, pelo centro da cidade. Não subi à colina onde estão as ruínas da catedral de São Paulo nem fui a Chinatown, mas já vi a Porta de Santiago e o centro da cidade holandês, onde os edifícios são todos vermelhos-ocre.
Jantámos no Discovery Café, um bar-restaurante que vem referenciado nos guias como ponto de encontro de viajantes em Malaca. Tem uma decoração engraçada, feita de objectos antigos, aquele tipo de objectos com carisma e patine, como grafonolas e violoncelos. A decoração dá-lhe uma atmosfera especial.
Já no fim do jantar, reparámos que um tipo montou uma banca na esplanada do café, junto ao passeio, com chaleiras de metal e taças de vidro. Os carros e as motorizadas começaram a parar e o tipo a aviar tacinhas. A senhora do café que nos atendeu (será a dona?) explicou que se trata de um ‘herbal tea’ medicinal, cujo efeito era ‘to cool the body’. Provámos. Amarguíssimo, assim no limiar do bebível.
Para além dos tipos que param a beber o chá (só homens, será coincidência?), há outros que levam. Descobri que o take away aqui se faz em sacos de plástico transparentes com um nó na ponta, e por onde se espeta uma palhinha.
A senhora do café trouxe-nos o livro de visitas para nós assinarmos. Escrevi mais ou menos isto: ‘Viaja-se sempre para regressar a casa. Por isso, talvez um dia regresse a Malaca, para um encontro no Discovery Café’.








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