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expresso do oriente I
rosas
innersmile
16.11.06

São seis e meia da manhã.
Deitei-me ontem às onze e acordei às quatro. Às cinco estava a tomar o pequeno-almoço. Por volta das cinco e meia ouviu-se chamar para a mesquita. A Malásia é um país islâmico.

O dia está a nascer e eu vou à varanda tirar fotos ao nascer do sol, visto da varanda aqui da casa.

Nota para entrada do livejournal: as minhas sandálias.
Escrever sobre todos os sítios onde elas já foram, toda a poeira que já se agarrou às solas, todos os oceanos que já encharcaram o cabedal. Não tenho bem a certeza, mas acho que o primeiro sítio onde as levei foi a Moçambique. Depois disso já andei com elas na Argentina, no Brasil, no Egipto, no México (brancas de poeira) e agora na Malásia. Já as calcei para ir para dentro da água, apanhar mexilhões em Albufeira. A verdade é que já as meti muitas vezes em água salgada, e de todas as vezes têm sobrevivido. O cabedal aguenta-se, mas já tive de lhe mudar os elásticos, porque apodreceram. Agora já estão muito largas, dão um péssimo andar porque não se ajustam ao pé, mas têm história, e é uma história de sobrevivência a muitos maus-tratos.

Fomos no LRT para Kuala Lumpur, para o KLCC, um centro comercial gigantesco que fica na base das torres Petronas. Depois do almoço vim cá para fora, para o jardim, tirar fotos às torres, e depois fomos para a esplanada de um café Starbucks.

Na universidade, nos transportes públicos, damos um mergulho súbito no quotidiano de uma cidade gigantesca, onde vivem pessoas de hábitos muito variados, mas todos muito diferentes dos nossos. Mesmo no centro comercial, apesar das lojas serem sempre variações do mesmo (com a diferença de que aqui os centros comerciais têm a Zara e a Chanel, o Marks & Spencer e a Armani), e da juventude, sobretudo os rapazes, ser muito parecida no estilo e no modo de vestir, mesmo assim há muita diversidade, e é sempre um exercício fascinante estar apenas a observar as pessoas.

É incrível como hoje as sociedades são tão parecidas, pelo menos na aparência, frito do consumismo e da globalização, e sobretudo daquilo que se pode chamar uma certa cultura pop, ou de juventude. Espreitei para uma loja de revistas e lá estão as revistas que se encontram à venda em Coimbra. Quer dizer, em Nova Iorque, em Londres, no Rio de Janeiro, em Lisboa, mas não em Coimbra!
Também espreitei uma livraria, e Kinokuniya, enorme e muito apetecível. Comprei um Rough Guide da Malásia e de Singapura, e um mapa da Malásia. Claro que também me apetece desatar a comprar livros, mas não faz qualquer sentido, neste tempo de compras on-line, andar a carregar com peso em livros.
Ah, é verdade, as esplanadas do KLCC têm todos ligação wireless à net, e é interessante ver as mesas cheias de pessoal de portátil aberto.

O jantar foi num food court, um tipo de estabelecimento muito popular e frequente: um espaço central enorme com mesas, rodeado de tendas que vendem (e cozinham, ali à vista) os mais variados géneros de comidas. Provei umas entradas indianas, que constavam de pão nan, molhos e uma salsicha picante, e depois comi arroz (branco e fried) a acompanhar galinha com castanhas de caju (também tinha chillies, mas tentei evitá-los).








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