September 16th, 2006

rosas

(no subject)

Gostei do primeiro número do Sol, o novo semanário dirigido por José António Saraiva. Considerando que, por ser a inicial, esta edição tem um número um pouco excessivo de páginas, gostei do equilíbrio entre a componente mais pesada da primeira parte do jornal, e a outra mais leve da segunda. Digamos que há polvo à lagareiro e salada de polvo, para todos os gostos desde que se goste de... polvo. E aqui o polvo é aquela megalomania do José António Saraiva, que se toma muito a sério e que se acha o melhor do mundo, e que acha que um jornal é um sol à volta do qual tudo gira (pun intended). Não sei se será muito saudável o complexo do Expresso que se nota pelo menos nesta primeira edição; provavelmente é inevitável, e se calhar ainda bem que está à vista. Mas era escusado dizer na primeira página que o jornal não dá brindes nem faz promoções, piada directa à agressiva campanha do Expresso para segurar leitores nesta fase difícil, através da distribuição gratuita de filmes em dvd. Escusado, porque não há necessidade de atirar pedras ao pai, porque não é isso que o vai matar. E escusado porque ‘nunca digas desta água não beberei’.
A propósito, ainda não consegui deitar a mão a este Expresso reformulado, porque desde a semana passada que o jornal esgota nos sítios por onde passo habitualmente. Efeito do dvd, claro, o que prova que a aposta para segurar leitores resultou. Ainda que muitos deles larguem o jornal depois da promoção acabar, há sempre quem fique agarrado.



ANFSCD
O que é que significa 'Protecção Antioxidante' na embalagem de sumo que acabei de beber? Se é para dizer que não corro o risco de enferrujar, já vem um bocado tarde.