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volver
rosas
innersmile
Não percebo porque é que está tudo a cair em cima de Volver, o mais recente filme de Almodóvar. Eu achei o filme divertidíssimo e cheio de garra, muito mais conseguido do que o anterior Mala Educacion, que tinha achado muito sombrio e ensimesmado. Ok que é o sistema Almodôvar a funcionar? Pois é, mas isso só por si não é uma coisa má. É mau quando da repetição de fórmulas apenas resultam tiques e maneirismos. Ora em Volver temos um realizador a dominar completamente a sua linguagem, mas a usá-la sempre ao serviço da história, sempre ao serviço das personagens. E não percebo em que é que isso é mau. E mais, Almodóvar sabe que é um realizador de sucesso e nem por isso se sente que haja qualquer compromisso ou cedência da sua parte para agradar ou fazer fretes, continua a ser sempre Almodóvar ele mesmo, e quem não gosta pode sempre passar à frente.
Além do mais, percebi finalmente porque é que Penélope Cruz é actriz. Que papelão. Ela é verdadeiramente arrebatadora, e é através do seu desempenho, se calhar até mais do que do próprio papel que representa, que passa a centelha que anima esta história.
Ide ver, ide ver, porque, as far as I’m concerned, isto é Almodóvar do melhor.

Aproveitei o fim de semana para ver mais dois filmes em dvd, filmes que não tenha visto em cinema e em relação aos quais tinha curiosidade. Um deles foi o I [heart] Huckabees, uma comédia divertidíssima de David O’Russel, sobre um tipo que consulta um casal de detectives existenciais para saber se uma determinada consequência, ter visto três vezes um tipo africano, tinha algum significado. O outro foi The Brown Bunny, do Vincent Gallo, que achei uma seca. Um road movie em sentido demasiado literal, ou seja, a maior parte do tempo Gallo limita-se a filmar a estrada e a sua figura ao volante, na esperança que isso seja intenso e carregado de significado. Boring. O filme ficou famoso (ou infame) por causa de uma célebre cena de sexo oral explícito que a Chloe Sevigny desempenha no VG. Tentando pôr as coisas o mais elegantemente possível, digamos que o VG tem encantos que não eram perceptíveis à primeira vista.
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