September 1st, 2006

rosas

superman returns

Fui ver o Superman Returns, muito pela oportunidade de voltar a ir ao cinema com o G. (que, do alto dos seus onze anos, já manda bocas ao que se passa no ecrã), mas também porque o Super-Homem é o meu super-herói preferido, porque de algum modo a minha memória cinéfila também passa pelo filme de Ricard Donner, de 1978, que consagrou o malogrado Christopher Reeves como a encarnação do Superman, e também porque tinha pura curiosidade em ver mais esta aventura do Super-Homem.
O filme não é totalmente conseguido. Há uma certa nostalgia, uma gravidade, que tornam o filme um pouco pesado, apesar de narrativamente nunca ser mole ou arrastado. Mas é engraçado, porque de certa forma este tom um pouco sorumbático do filme tem muito a ver com o próprio Super-Homem, que sendo o super-herói dos super-heróis, uma espécie de Zeus do Olimpo dos super-heróis que a banda desenhada criou no século XX, é também um dos menos, se não mesmo o menos carismático de todos eles (se calhar é por isso que é o meu preferido!)
Tratando-se de uma fita destas, a iconografia é sempre muito importante. O filme de Bryan Singer pega directamente no filme de 1978 para reproduzir a atmosfera de gelo (até temos direito a uns fotogramas de Marlon Brando e tudo), mas tenta fazer um facelifting da imagem do próprio Super-Homem: o fato, o famoso S do peito, têm um ar mais modernaço. Mas não gostei muito do trabalho do actor, na maior parte do tempo parece um modelito a fazer um ar sério, e não o super-herói esmagado pelo peso da responsabilidade de ter de salvar a humanidade. Já completamente falhada parece-me a personagem do Lex Luthor que, tirando o bom gosto musical, é muito bi-dimensional, desperdiçando um actor do calibre de Kevin Spacey.