August 31st, 2006

rosas

pontes

Estava a ver há pouco o programa da Oprah e era noite de 'women you should know' - um grupo de mulheres, amigas ou colaboradoras da autora do programa, apresenta outras mulheres cuja vida e exemplo é importante conhecer. A Gayle, que é a melhor amiga da Oprah (não sabe tão bem dizer estas coisas com um ar muito sério?), apresentou uma rapariga alemã de vinte e poucos anos, de quem não recordo o nome, cega, e que decidiu ir sozinha para o Tibete fundar uma escola para crianças cegas que, de acordo com o programa, têm uma vida muito difícil naquele país onde vulgarmente são vistas como uma maldição. A rapariga andou pessoalmente a convencer os pais das crianças a deixarem-nas frequentar a escola, e em consequência disso, essas crianças são fluentes em três línguas, dominam a linguagem Braille, e são, em muitos casos, os elementos com mais habilitações dos respectivos agregados familiares e inclusivamente o seu principal sustento.
Foi apresentado um pequeno documentário sobre a tal rapariga alemã que depois foi entrevistada pela Oprah. O tom da entrevista era, como é habitual no programa, o da afirmação, da positividade, de fazer as coisas em vez de esperar a que elas apareçam feitas. A Oprah, claro, queria saber como é que a sua entrevistada teve coragem para ir sozinha para o Tibete atrás do seu sonho. E então a tal rapariga diz esta coisa verdadeiramente admirável, que me bateu com força e que eu espero nunca esquecer:
«A vantagem de ser cego é que não se vêem os obstáculos»!

E depois deste momento tão lindo (sem ironia) baixamos o nível para um outro de total auto-comprazimento: um dia destes estava a fazer a minha visita ao contador de visitas aqui do innersmile (mirror! mirror!) e fui ver a página com a localização dos visitantes. Apareceu na lista esta coisa espantosa: um visitante de Menomonie, no estado do Wisconsin, nos EUA. Bem, Menomonie é uma terra minúscula, que fica perto de Eau Claire, outra cidade quase tão minúscula, onde eu vivi três meses aqui há uns anos. Nas minhas voltas de fim de semana para sacudir o tédio e passear pela magnífica paisagem do midwest americano, passeei muitas vezes por Menomonie. Fiz pelo menos uma visita profissional a uma instituição na cidade. Jantei algumas vezes num restaurante óptimo que lá havia, e que eu já não tenho a certeza se era o Cafe Matisse. Mas aquilo é mesmo uma terrinha pequenina, e eu fiquei absolutamente espantado como é que alguém de Menomonie chegou ao innersmile! Até porque eu não tenho a certeza de alguma vez ter falado em Menomonie aqui no livejournal.
De repente forma-se assim uma conexão quase irreal, uma ponte na geografia, entre este lugar onde escrevo e esse outro lugar mais que improvável (a 6.583 km, segundo o contador), que me diz alguma coisa, e onde alguém me lê. Mas forma-se também uma ponte temporal, para esses três meses extraordinários durante os quais, numa experiência vivida de forma muito solitária e intensa, eu aprendi a amar uma paisagem, uma nação, e um povo.
rosas

eu, para mim, cozinho

Olá minhas amigas. O innersmile apresenta hoje uma secção de culinária, intitulada ‘eu, para mim, cozinho’, dedicada a todas as nossas leitoras. Como impera a lambonice, apresentamos duas receitas, uma de um bolo e outra de um doce de colher. São receitas muito fáceis, rápidas e baratas. Claro que eu nunca fiz nenhuma mas, atenta a minha especialidade, já provei as duas e são ambas muito boas.
Ora tomai nota:

BOLO DE CHOCOLATE 5 MINUTOS

150 gr chocolate
4 ovos
200 gr açúcar
120 gr manteiga
100 gr farinha

Unta-se uma forma das de ir ao micro-ondas, com manteiga. Junta-se tudo, bate-se bem e coloca-se na forma. Vai ao micro-ondas e coze 5 minutos na potência 900.

SEMIFRIO DE LIMÃO

6 iogurtes naturais cremosos
1 lata de leite condensado
Sumo de 2 limões
Raspa de 1 limão

Mistura-se tudo na taça em que vai servir, com a varinha mágica e vai ao frigorífico.


Bom apetite. Não prometemos voltar para a semana.