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stoned+6fu+fogo preso
rosas
innersmile
Não me costumo arrepender de ir ao cinema, mesmo quando apanho banhada. Tudo faz parte dos ossos do ofício, e perdoo as secas que apanho por causa das vezes que descubro, por instinto e risco, uma jóia escondida. Mas de vez em quando lá acontece, eu achar que teria sido bem melhor ter ficado em casa. Foi isso que aconteceu em relação a Stoned, um filme realizado por Stephen Wooley sobre o fim de Brian Jones, tanto nos Rolling Stones como, sobretudo, na vida. O filme é um bocado pastelão, ao optar por nos ir contando a história do fim de Jones nos RS através de uma série de flashbacks que intercalam com a sucessão de acontecimentos que acabam com Jones no fundo da piscina. E aqui é que a porca torce o rabo, porque o filme mostra-nos uma versão da morte de Jones como se fosse a 'versão oficial', tudo com rasgos de teoria da conspiração. A verdade é que a hipótese que o filme sustenta está longe de ser confirmada e baseia-se em confissões duvidosas e histórias mal contadas. E o que irritou foi esta desonestidade de apresentar como verdade irrefutável aquilo que tanto quanto se sabe é pura especulação. E ainda por cima de o fazer de modo gratuito, ou seja sem acrescentar rigorosamente nada à história e ao mito de Brian Jones e dos Stones. Tudo inútil, portanto. Uma oportunidade desperdiçada de contar e lançar alguma luz sobre um dos períodos mais interessantes da história da música popular e sobre quem tem sido um dos seus principais protagonistas nos últimos quarenta anos.

O episódio desta noite de Six Feet Under foi uma coisa tenebrosa. Se o da semana passada tinha sido choro do princípio ao fim, não há nada como sacudir o pessoal com algumas das sequências mais 'weird' que já passaram. Que coisa totalmente insana. Por vezes a roçar mesmo a incomodidade. Note-se que não me estou a queixar, nem estou a dizer mal. Não tenho bem a certeza, mas acho que só falta um episódio para o final 'final' da série (bruahahahah) e raras vezes as personagens, todas, sem escapar uma, estiveram tanto em derrapagem como no episódio de hoje. Como é que vou sobreviver sem esta presença semanal da Fisher & Diaz na minha 'so called life'?

Hoje não fui trabalhar, e estes três dias (a caminho de quatro, porque amanhã é feriado na terrinha) de mini-férias têm sido muito estranhos. Eu sei que é sempre mais interessante transmitirmos de nós a imagem de que somos tipos felizes, harmoniosos, de bem com a vida (e com o desodorizante), cheios de ego e sem frustrações e síndromes de privação. Mas a verdade é que há sempre demasiados medos e inseguranças e desesperanças a roerem-nos os calcanhares como ratazanas a atacar o berço do bebé. Por exemplo, neste preciso momento, oiço o ribombar de fogo de artifício, e não me parece que haja qualquer razão para o estalar do foguetório.
Como diria o Sailor, «this all world is wild at heart». E ele acrescentava «…and weird on top», mas é para essa parte que cá está a família Fisher!