June 20th, 2006

rosas

6fu+le mondial

No episódio de ontem de 6 Feet Under, o Nate morreu. Outra vez. Tentei resistir o mais que pude, mas finalmente rendi-me e fui ao site oficial da série e confirma-se: desta vez a morte é definitiva. Já que estava com a mão na massa, aproveitei e li os resumos dos episódios que faltam até ao final da série. Foi irresistível, mas acho que não o devia ter feito, porque um dos aspectos mais fascinantes desta série são as constantes reviravoltas no enredo, a imprevisibilidade das situações, o facto de nunca termos por muito certo o sentido da evolução quer da história quer das próprias personagens.

Ainda só tinha visto os jogos da selecção nacional, mas no Domingo vi o jogo do Brasil contra a Austrália. É impossível um tipo não ficar absolutamente babado com os brasileiros, com a sua alegria de jogar, com a forma como eles são sempre personalidades em campo. É impossível não ficar deliciado com a alegria exuberante e quase infantil do Ronaldinho Gaúcho, com o ar de bom malandro do Ronaldo, com o tropel de energia e força do Adriano (o meu jogador preferido, por razões desportivas mas também pelas outras), com a vivacidade do Robinho, com a determinação do Kaká, com a tranquilidade do Roberto Carlos.
Mas é sempre assim, eu começo a assistir aos mundiais sem favoritos (tirando a equipa nacional, claro), mas depois de ver o Brasil jogar fico logo a favor da equipa canarinha. Mesmo quando nem estão a jogar muito bem, mesmo quando se vêem um bocado aflitos para conseguir marcar golo, mesmo quando há muitos mesmo-quandos. Claro que também gosto sempre que a Inglaterra ganha, mas isso nem é bem por causa do futebol, é mesmo porque gosto muito da Inglaterra. Agora com o Brasil é outra coisa. Ver aqueles tipos jogar dá alegria, dá leveza, dá vontade de saltar. Se Portugal for eliminado, por mim já sabem: podem dar a taça ao Brasil, mais uma vez.